S’HQs
sábado, 4 de outubro de 2008, às 7:20
POWER GIRL

POWER GIRL

ZATANNA

J’ONN J’ONZZ
Martian Manhunter
Pois bem, eis uma boa dica para quem - como eu - seja um fissurado em quadrinhos.
A comunidade de HQs tem criado softwares especÃficos para leitura de quadrinhos digitalizados (HQs). Sabendo onde fuçar (e sendo curioso o suficiente) dá pra encontrar praticamente de tudo na Rede - tanto a tÃtulo de revistas quanto a tÃtulo de programas. E esses programas são uma espécie de “leitores sequenciais de imagens” (Sequential Image Readers).
Alguém poderia perguntar: “e por que não utilizar os leitores de arquivos PDF?” Bem, creio que talvez seja uma questão mais organizacional que qualquer outra coisa. Isso porque os arquivos PDFs são, digamos, estáticos. Em um arquivo isolado já estariam todas as informações (ou imagens) que serão lidas. Já os arquivos de HQs digitalizadas são, na realidade, arquivos compactados com uma sequência de imagens referentes a cada página de uma HQ. Ou seja, muito mais fácil de editar, incluir ou excluir informações.
Esses arquivos costumam possuir as extensões .CBR ou .CBZ - e essas letras “CB” referem-se a Comic Book. E o “R” ou o “Z”? Referem-se à forma de compactação utilizada, sendo .RAR no primeiro caso e .ZIP para o segundo.
Contudo, independentemente do tipo de extensão utilizada, esses programas leitores de quadrinhos “entendem” que se trata de um arquivo compactado com imagens de quadrinhos e já o lê direto. Sem precisar descompactar, nem nada. Simples assim.
E mais: possuem recursos interessantes de tela cheia, duas páginas, avançar, retroceder, ampliar, reduzir, enfim, tudo que é necessário para poder curtir sua HQ virtual da melhor forma possÃvel.
Bem, uma vez explicado do que se trata e como funciona, a próxima pergunta seria qual programa utilizar, certo?
Pois bem, testei diversos e cheguei a alguns programas especÃficos que funcionam perfeitamente.
No caso do Linux basta utilizar o Gerenciador de Pacotes Synaptic e localizar o pacote com o programa a ser instalado. No Ubuntu 8.04 recomendo utilizar o Qcomicbook, que vai ser instalado e disponibilizar um link lá em Aplicações > Gráficos. Já no Xandros, que vem com o EEE PC, é melhor optar pelo Comix, também leve e eficiente.
Já no caso do Windows (do XP pra “cima”) a opção que funciona melhor é o Quivi. Não lembro mais qual é o link, basta dar uma fuçada por aÃ…
O mais interessante é que, dentro do bom e velho espÃrito do compartilhamento, tem bastante gente por aà que baixa HQs de outros paÃses - muitas vezes “de$continuadas” pelas editoras brasileiras - e photoshopeia elas, traduzindo até os mÃnimos detalhes do gibi.
Para quem quiser, um bom local para começar suas buscas (com links para diversos outros sites e blogs) é o Vertigem - qualquer semelhança com o selo Vertigo não deve ser mera coincidência…

BLACK CANARY

JOHN CONSTANTINE
Hellblazer

SUPERMAN

Uma das minhas lembranças mais antigas no que diz respeito a quadrinhos me remete diretamente à Turma da Mônica. Costumávamos ir na casa de meu bisa e lá havia uma espécie de hall onde sempre tinha alguns jornais da semana. Ãvido eu procurava pela Folhinha (era esse mesmo o nome?) para poder ver aqueles desenhos que me agradavam tanto. Sim, ver, pois eu sequer era alfabetizado…
Mais tarde, ainda na infância, o vizinho de meu pai abriu para mim as portas de um tesouro. Em sua garagem haviam prateleiras e mais prateleiras de revistas e gibis dos mais variados tipos. Suas filhas haviam crescido, eram adolescentes, e aquilo já não lhes importava mais. Não sei dizer quantas horas eu devo ter passado dentro daquela garagem (pois ele, sabiamente, não permitia que as revistas saÃssem de lá) onde lia revistas do Tio Patinhas, Pato Donald, Mickey, Gasparzinho, Riquinho, Brasinha, O Gigante Miudinho e, claro, Turma da Mônica. Ainda em suas primeiras estórias.
Mas o tempo passou e eu fui criando mais outros gostos por leitura. Sim, outros, pois sempre que tive oportunidade não deixei de dar uma boa lida nas revistinhas da Turma. Mas minhas preferências definitivamente passaram para outros tipos de literatura quadrinÃstica, donde posso citar o apreço por determinados desenhistas e personagens da revista MAD (Aragonés, Don Martin, Spy x Spy, etc), Conan, o Bárbaro (desde que nas mãos de Buscema), todas as revistas do Asterix (ferpeitamente óbvio!), a linha de heróis da DC Comics, bem como a linha Vertigo - com uma predileção por estórias do Sandman e de John Constantine.
Ou seja, os chamados “quadrinhos adultos”.
A Dona Patroa sempre disse que no Brasil ela sente falta de uma linha de gibis para as diversas faixas etárias. Segundo ela, no Japão (lembrem-se que ela morou lá por quatro anos), existem revistas para todos os gostos, passando por todas as idades, desde bebês até idosos. Aliás, uma das linhas mais fortes seria justamente a de adolescentes. Mas no Brasil ela só consegue identificar revistas para crianças ou para adultos - sem meio termo!
Mas, voltando à Turma da Mônica, hoje, quase quarentão (eu disse quase!), cabe a meus filhos a leitura dessas revistas sempre que podem. E de vez em quando também pego para dar uma lida e lá estão todos os personagens de minha infância e mais outros que foram criados e ainda alguns que foram “modernizados”.
Destes a modernização mais óbvia coube à Tina, que antigamente era nada mais nada menos que uma adolescente bicho grilo, cabelão comprido e liso, camisetona listrada surrada, um medalhão hippie no peito, e que vivia suas desventuras com o Rolo. Nas revistas de hoje - talvez tentando atingir um público adolescente - ela virou uma espécie de “cocotinha” (ainda se usa esse termo?) e o Rolo um belo dum paquerador!
E a Turma da Mônica? Continuam com seus aproximadamente sete anos de idade…
Ou melhor, continuavam!
Isso porque o MaurÃcio de Souza acabou de criar a “Turma da Mônica Jovem”. Ainda continuam existindo os quadrinhos tradicionais, mas percebe-se nessa nova linha uma espécie de experiência para chegar justamente nos adolescentes. Foi adotado o estilo mangá - o que já vinha acontecendo usualmente em algumas cenas das demais estórias - e nesse inÃcio as personalidades ainda parecem estar sendo redefinidas. A Mônica abandonou o eterno vestidinho vermelho, o Cebolinha tem mais que cinco fios de cabelo e passou a pronunciar todos os “erres”, a Magali aprendeu a dominar seu super-ultra-mega-blaster-advanced-plus apetite descontrolado, e o Cascão passou a tomar banho (!!!!!!). Também estão lá o Franjinha, agora simplesmente Franja; o Anjinho, que adotou o codinome Céu-Boy (qualquer semelhança com o personagem HellBoy com certeza não é mera coincidência); o Louco, não tão louco mas agora professor na escola da Turma; e - vejam só - o Capitão Feio (mas com outro tÃtulo).
Ainda de uma forma muito sutil - mais até do que seria necessário - um pouco de malÃcia e sensualidade também foi inserida na estória. Mas muito pouco. Tomara que aprendam a explorar melhor essa caracterÃstica, senão creio que será difÃcil que atinjam o público-alvo almejado…


WONDER WOMAN

GREEN ARROW

BATMAN
The Dark Knight

GREEN LANTERN
In brightest day, in blackest night, no evil shall escape my sight. Let those who worship evil’s might beware my power, green lantern’s light!
Dica interessante do Bicarato. Não, não estou falando deste Bicarato, nem tampouco deste outro Bicarato. Ô famÃlia escrevinhadeira, sô!
Mas, falando sério, vamos falar de humor. O Bicarato da vez - no caso o Antonio Carlos - andou fuçando na Inernet e encontrou alguns desenhos bem legais, como contou aqui. Trata-se de um cartunista cujas charges costumam ser publicadas no jornal El PaÃs, da Espanha. Sua linha é meio para o humor negro e trabalha basicamente com o preto e branco, como mostra a charge aà embaixo. O nome do caboclo? El Roto.

![[image]](http://mowser.com/img?url=http%3A%2F%2Fwww.legal.adv.br%2Fwp-content%2Fthemes%2Flegal_2008%2Fimages%2Fauthor-image.gif)
Adauto de Andrade
advogado, pai, marido, técnico, contador de causos, fuçador e curioso de um modo geral
(não exatamente nessa ordem)
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