O estado que comande
Francisco Vanzeller acabou de dizer na RTP algo verdadeiramente espantoso, para alguém como ele. Pediu que o Estado comande, oriente a economia.
Eu, francamente, acho esta nova posição dos liberais uma porcaria. Uma porcaria para todos os outros, claro, porque para os defensores do mercado, e em especial para quem dele retira lucro, faz todo o sentido: os lucros, privatizam-se, os prejuÃzos, nacionalizam-se.
E uma porcaria por outra razão. É ainda cedo para avaliar o impacto verdadeiro deste ataque cardÃaco do capitalismo na economia. As finanças tornaram-se essenciais ao longo dos tempos, mas não são necessariamente decivisas para a economia, seja para o seu crescimento, seja para a sua manutenção. A finança é um instrumento da economia. O dinheiro tornou-se um bem como os outros e acabou por ultrapassar a importância de outros. Se perder, agora, alguma dessa importância, até que ponto isso será lesivo da construção económica?
Assim, esta aparente capitulação dos donos do dinheiro a mim diz-me o mesmo que as lágrimas dos crocodilos. Ignoro-a.
A crise económica é prévia à crise financeira e tem outros fundamentos. É até possÃvel termos um cenário em que os agentes económicos, forçados a agir em função do trabalho (fÃsico e intelectual) e menos em função das expectativas (é disso que tratamos quando falamos do sistema financeiro), sejam capazes de dar conta do recado da crise. Tirando também partido de matérias primas ao seu preço justo, e não ao preço do mercado, que exacerba o valor da expectativa sobre a sua rentabilidade.
Basicamente, sendo mesmo básico, o que falta à economia é dinheiro, liquidez, e não trabalho, matéria prima e ideias, havendo de tudo isto uma abundância a preços francamente convidativos.
O paÃs? É relativo

O regresso do PaÃs Relativo é de assinalar. Por diversas razões, a primeira das quais ser um blogue da rede TubarãoEsquilo, que neste mês de Outubro apresentará mais algumas novidades, a juntar aos seus casos de sucesso.
Mas a principal razão não é essa. O novo PaÃs Relativo vem, finalmente, romper com o conceito de blogue que ainda perdura na tecnologicamente arcaica blogosfera lusitana, apresentando um design que está, já, mais perto da publicação clássica. Ganha naturalmente o leitor, que navega mais facilmente pelos diversos temas escritos por uma equipa vasta: André Salgado, António M. Costa, Filipe Nunes, Hugo Mendes, João Jesus Caetano, João Pinto e Castro, Mariana Trigo Pereira, Mariana Vieira da Silva, Miguel Cabrita, Pedro Delgado Alves, Pedro Machado, Rui Branco, SÃlvia Sousa e Tiago Barbosa Ribeiro.
De mi sueño
Em jeito de agradecimento por Siboney.
Open source em exclusivo (??)
Interrompo o perÃodo de silêncio para partilhar convosco uma inquietação. Recebi um press-release a convidar-me a ler uma designada “carta aberta“, acerca do sector a nÃvel mundial, do presidente de uma associação portuguesa de open source, que foi “publicada em exclusivo” num site que é propriedade de uma empresa privada. O press-release nada mais diz, além de acentuar o carácter de publicação em exclusivo da carta.
As dúvidas, que já coloquei aos emissores do singular press-release, são: que devo fazer? Devo apenas ir ler e calar-me? Ou poderei emitir uma opinião sobre o assunto, ou publicar uma notÃcia, em outro meio que não a caixa de comentários do site que publica a “carta aberta” “em exclusivo“? Como é um press-release, esperam que os jornalistas publiquem, fac-similado, o convite à leitura de uma “carta aberta” publicada “em exclusivo” noutro órgão?
Sobre open source? Open source como em código aberto?
Não se admirem
Ando um bocado cansado e ocupado para além dos limites, pelo que não se admirem se nos próximos dias a minha presença por aqui e por ali, na web, se reduzir ao mÃnimo, que é o Expresso e o DoMelhor. O Certamente! sofrerá um pouco, nos artigos como nas minhas respostas a comentários. A actividade na TubarãoEsquilo, pelo contrário, sofrerá algum incremento. É só mesmo uma questão de cansaço de escrita e de resposta à s solicitações da rede.
A barata tonta

Em 2001 uma pesquisa pelo meu nome no Google dava como 1º resultado um artigo intitulado Top 5% WebZine: Paulo Querido. Em poucas palavras: tendo em conta a minha fértil produtividade em matéria de edição web por esses anos (como se vê, o defeito vem de longe), foi criada nesse webzine uma secção com o meu nome, com o louvável intuito de me denegrir.
Puxo do tema volvidos 7 para 8 anos por duas razões e para uma lição.
As razões.
A primeira, a forma que a Google encontrou para celebrar o seu 10º aniversário. Uma edição especial sobre si própria — como qualquer jornal faz, coo qualquer empresa faz. 10 anos são sempre motivo de orgulho. CONTINUAÇÃO
Semana do OppenOffice.org

A comunidade portuguesa do OpenOffice.org anuncia a Semana do OpenOffice. Esta suite de office de código aberto conta com cerca de 100 milhões de utilizadores a nÃvel mundial, vai ser incorporada na edição escolar do Magalhães, e está prestes a anunciar a sua versão 3.0.
O primeiro *Encontro Intercontinental* da comunidade OpenOffice.org, que ligará por vÃdeo-conferência as comunidades de Portugal, Galiza, Brasil, Paraguai e Uruguai, e cobrirá em directo o III Encontro da
comunidade brasileira. O ponto de encontro em Portugal será o Auditório 2 do Fórum Picoas em Lisboa, entre as 14:00 e as 16:00 do 3 de Outubro (link). CONTINUAÇÃO
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Olá, o meu nome é Paulo Querido e Mas certamente que sim! é o meu webzine pessoal. Sou jornalista freelancer, escrevo livros e artigos (e também algum código) sobre a net e na net desde 1989. (Mais)
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