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Terça-feira, 24 de Junho de 2008

NELE PODEMOS CONFIAR


Confiar mesmo sem respostas, sem promessas, até mesmo quando nossa voz, de tão débil, já nem sequer provoca ecos.
Sem medos, sem desilusões, com esperança firme, inabaláveis.
Confiar mesmo com o céu escuro, em temporal, ou com o sol causticante e a terra rachada.
Com o barco à deriva no mar revolto, sem esperança de chão.
Confiar quando os amigos se vão, os parentes abandonam e tudo é solidão.
Quando não tem pão nem teto seguro, trabalho e nem expectativa sequer.
Quando o mundo gira, as horas passam, tudo caminha e parece que só nós não saímos do lugar.
Confiar quando as enfermidades minam nossas energias e os médicos estão fora de alcance, muito mais os remédios, e nós ainda temos que trabalhar.
Quando nos caluniaram e nós não temos como provar o contrário.
Quando Judas nos traiu e não há como não morrermos...
Confiar quando, como mendigo sob a mesa do rico, comemos migalhas e sentimos a baba da língua do cão sobre as nossas feridas abertas, purulentas e fétidas.
Confiar que quando nossos credores quiserem levar nossos filhos como escravos, Elizeu virá e teremos azeite para vender e pagar as dívidas.
Quando o gigante inimigo se aproxima e somos como um gafanhoto diante da sua fúria e estatura.
Confiar quando somos humilhados pela esterilidade que nos impede de gerar vida.
Quando Jesabel, Acabe, Saul nos cata como a uma agulha no palheiro, famintos de sangue e de uma vingança sem causa, pretextuosa apenas.
Confiar quando alguém, ardendo em ciúmes, inveja, descobre um meio de puxar nosso tapete.
Confiar quando ninguém acredita em nós e atribui nossas adversidades a um castigo divino.
Quando, como José, nos encontrarmos no calabouço frio, escuro, sem um justo procedimento.
Confiar quando a tarefa nos pareça árdua, ou acima da nossa capacidade.
Quando Deus nos ordena: deixa a tua casa e a tua parentela e vai para a terra que Eu te mostrarei.
Confiar quando nosso único filho chora por água e nós não vemos um poço.
Quando, como Gideão, pensamos que a nossa família é a mais frágil da terra e percebemos inimigos se aproximando para destruí-la totalmente, mas o anjo nos diz que nós o esmagaremos.
Confiar quando Esaú está vindo no nosso caminho com uma multidão e nós sabemos que temos uma dívida para com ele e o intento do coração dele seria matar-nos.
Confiar quando a figueira não floresceu nem a vide deu fruto; o produto da oliveira mentiu, e os campos não produziram mantimentos; e as ovelhas foram arrebatadas do aprisco, e nos currais já não há gado.
Confiar que os nossos pés serão como o da corça e andaremos altaneiramente.

Quando o nosso espaço se limitar a uma gaiola, nós ainda poderemos desferir o cântico de confiança naquEle que é soberano e trabalha para aqueles que nEle esperam. Em Deus sim, podemos confiar.

Sábado, 21 de Junho de 2008

ENGANADOR OU VERDADEIRO?




Verdade velada, mentira disfarçada, atitudes camufladas que já não se ocultam, já não encontram espaço, escorregam pela linguagem do corpo, pela voz engodosa, pelo poço negro dos olhos escuros de tanta mentira.

“Deixando a mentira, fale cada um a verdade com o seu próximo, porque somos membros uns dos outros”. Efésios 4:25.

Descoberta a mentira, foi-se a confiança. Cada palavra, cada promessa, cada conversa viaja à deriva na mente desconfiada do que uma vez foi ludibriado. A integridade do doloso ficou comprometida pela sua palavra disfarçada de verdade, pela sua intenção de induzir o seu próximo a crer numa falácia duvidosa.

O líder espiritual em especial, não pode eleger caminhos escorregadios. Sua palavra há de ser firme no sim ou não mais que qualquer outro que professe o cristianismo. Se há insegurança no comprometimento, seja ele de qualquer caráter, é sempre prudente deixar pendente a possibilidade de protelação. O líder tem que ser um referencial para a ovelha.

No caminho de Emaús, imbuídos de uma tristeza profunda, dois discípulos andavam enquanto questionavam a palavra do Mestre, aquEle que jamais os enganara, sobre Sua ressurreição, quando o próprio Jesus, ladeando-os, interroga sobre as preocupações sobre as quais tratavam enquanto caminhavam. Eles, após explicarem a história, contestaram: Ora, nós esperávamos que fosse Ele quem havia de redimir a Israel; mas, depois de tudo isto, é já este o terceiro dia desde que tais coisas sucederam.
De fato, alguns dos nossos foram ao sepulcro e verificaram a exatidão do que disseram as mulheres; mas não O viram. Lucas 24: 21,24.

Eles acreditavam absolutamente na palavra do Seu Mestre e esperavam certamente a ressurreição, e como Ele ainda não havia aparecido a eles, a desconfiança começou a minar-lhes a fé. Eram homens e, segundo Jesus, néscios e tardos de coração para crer até mesmo nos profetas que já haviam proclamado tudo que aconteceria ao Cristo. Não se deduz, no entanto, que aquela incredulidade advinha do fato de que os homens muitas vezes não podem crer absolutamente nas palavras uns dos outros e ainda mais com tantos falsos profetas?
Simplesmente Jesus, por amor a eles, procedeu de tal maneira que nenhuma dúvida pudesse anuviar seus corações ansiosos pela verdade.

“Não mintais uns aos outros, uma vez que vos despistes do velho homem com os seus feitos.” Colossenses 3:9.

O Presidente Internacional do Ministério Peniel, com sede em Belo Horizonte, Pr. Reuel P. Feitosa, é um homem que admiro. Fui sua secretária particular e obreira do seu ministério durante vinte anos. O conheço pessoalmente no seu dia a dia, ele tem um amor notável a Deus e ao Seu reino, ele descreveu sobre nós, os cristãos, o seguinte:
“Somos depositários da Sua presença, portadores de tudo o que Ele É.Somos, no entanto, e principalmente, o instrumento da manifestação de Sua vida e presença no mundo.Cada um de nós é convocado a ser luzeiro de Deus; um foco de Majestade explodindo nas trevas.”

Como poderemos viver toda esta terrível e grandiosa responsabilidade em um mundo tenebroso, onde as hostes espirituais da maldade rodeiam-nos a todo instante buscando ocasião contra nós se não vivermos em transparência diante de Deus e dos homens?
Ananias e Safira julgaram haverem mentido a Pedro e aos demais, todavia, o apóstolo Pedro, cheio de discernimento, bradou: “Vocês não mentiram a nós, mas a Deus”, e acrescentou ao falar com Safira: “Por que entrastes em acordo para tentares O Espírito do Senhor?”.

“O Rei, respondendo, lhes dirá: Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a Mim o fizestes.” Mateus 25:40.
Observemos que não se refere ao amor e cuidado por crianças, e sim entre nós adultos mesmo. Se eu dou comida, visito, dou água, visto, tenho o mesmo dever também de falar sempre a verdade com os irmãos, como se fosse Ao próprio Jesus.
Jamais devemos viver sob o peso da culpa por vergonha de confessar que mentimos e pedir perdão.
Não foi tarefa fácil para mim confessar a um casal com os quais eu trabalhava na obra que menti para eles. Embora sabendo que possivelmente eles me desnudariam diante de outros, como o fizeram, determinei no meu coração não viver com aquele fardo e confessei. Apesar da deslealdade deles, meu coração permanece livre até hoje. Lembro-me que mais umas pouquíssimas vezes tive que repetir a árdua tarefa com outras pessoas. Todas as vezes pareciam mentirinhas tão bobas, mas eram raposinhas que poderiam multiplicarem-se e destruir o meu senso de fidelidade e até começar a cauterizar a minha consciência. O mal se corta pela raiz.

“Seja, porém, a tua palavra: Sim, sim; não, não. O que disto passar vem do maligno.” Mateus 5:37.
Lutemos por sermos semelhantes ao nosso Mestre. Pra. Guiomar Barba.

Quinta-feira, 19 de Junho de 2008

TIRAI AS RAPOSAS E AS RAPOSINHAS


Se, pelo contrário, tendes em vosso coração inveja amargurada e sentimento faccioso, nem vos glorieis disso, nem mintais contra a verdade.
Esta não é a sabedoria que desce lá do alto; antes, é terrena, animal e demoníaca.
Pois, onde há inveja e sentimento faccioso, aí há confusão e toda espécie de coisas ruins. (Tiago, 3:14-16).

Não há um lugar onde os espíritos que movem pessoas com essas emoções carnais citados por Tiago e muitos outros sentimentos da mesma categoria, tenham mais prazer de atuar, como entre irmãos em Cristo. Para eles é o mais excelente deleite vê-los guerreando entre si, abrasados por inveja, ciúmes, disputas, despeitos, maledicências, minando o amor fraternal o qual tanto almejou Jesus que houvesse entre nós: ”Pai, que eles sejam um”! E em conseqüência, retardando a obra de Deus entre os que ainda não chegaram ao conhecimento da verdade, uma estratégia que tem prosperado eficazmente para glória do reino das trevas.

Como é fácil se ouvir alguém denegrir um irmão em Cristo sem que isso incomode. Antes, leva a quem dá ouvidos à falsa concepção de que ele é mais santo porque não procede de igual modo. Hipocritamente, se alegra pelo argueiro que supostamente está no olho do seu irmão, porque alguém maldisse, e permanece cego pela trave que de bom grado carrega no seu próprio olho. Quando não, somos nós mesmos que julgamos o nosso irmão, por atribuir-nos o dom de discernimento, confundindo-o com o “dom de suspeita” que nos conduz a julgamentos maliciosos. O prazer de imaginar nudez nos outros adula o coração, que lhe parece “puro aos seus próprios olhos.”
Tendemos a ouvir os comentários negativos sobre alguém a quem Jesus ama e escolheu para servi-Lo sem ponderações. Não fazemos acareação, simplesmente ouvimos um lado da suposta história e já nos é suficiente para concluirmos negativamente sobre quer seja o caráter, a espiritualidade ou as fragilidades do nosso semelhante, procedendo assim injustamente diante de Deus e dos homens. O pior é que, geralmente nesses casos, se esfria o amor para com quem foi vítima da maldade, e na maioria das vezes quando ela percebe e procura saber a causa, cinicamente se nega que há indiferença ou camufla a verdade supondo enganar.
Uma vez escutei em uma reunião pública o pastor que estava ministrando fazer um parêntese olhando para outro e dizer: um sacerdote não fala mal de outro... O outro pastor que estava sendo ali exposto esboçou um sorriso de tranqüilidade. Realmente, nós fomos testemunhas de que esse pastor havia sido difamado e caluniado por um outro colega que costumava denegrir imagens, saberá Deus com que objetivo.

“... e a sétima Sua alma abomina: testemunha falsa que profere mentiras e o que semeia contendas entre irmãos.”

O diabo sabe a quem usar e contra quem se levantar. Percebemos que ele visa aqueles que estão lutando pelo crescimento do Reino Celestial, que têm no coração a chama viva do Espírito e são capazes de renunciar a si mesmos por amor à obra. Satanás utiliza, então, exatamente os que aspiram estrelato entre os demais para minar a fé, o amor e ardor pelo servir daqueles que realmente foram vocacionados por Deus.

“Escrevi alguma coisa à igreja; mas Diótrefes, que gosta de exercer a primazia entre eles, não nos dá acolhida.” (3ª João 9).

“Mas o que faço e farei é para cortar ocasião àqueles que a buscam com o intuito de serem considerados iguais a nós, naquilo em que se gloriam.”
Porque os tais são falsos apóstolos, obreiros fraudulentos, transformando-se em apóstolos de Cristo. (2ª Coríntios 11:12,13.)

Infelizmente todos nós caímos, uns mais, outros menos, na questão da maledicência e julgamento precipitado. Eu mesma costumo pedir ao meu marido, e até às vezes aos meus filhos, que se eu fizer qualquer comentário negativo acerca de alguém, que, por favor, me cortem de imediato. Ficamos farisaicamente revoltados quando sabemos que alguém disse mal de nós ou se apressou em julgar-nos. Conhecedor dessas nossas incoerências, o sábio Salomão aconselha:
Certamente não há homem justo na terra que faça o bem e nunca peque.
Tampouco apliques teu coração a todas as coisas que se falam, para que não ouças teu servo quando diz mal de ti; PORQUE TEU CORAÇÃO SABE QUE TU TAMBÉM DISSESTE MAL DE OUTROS. (Eclesiastes 7:20-22 – Bíblia Thompson – versão espanhola).
Tiago clama: Irmãos, não faleis mal uns dos outros. (4:11).

Como Deus gostaria de atender a oração de Jesus a nosso favor: Pai que
eles sejam um! Mas, nós mesmos, em detrimento de nosso crescimento espiritual e de uma vida abundante, escolhemos não obedecer. E nós, a igreja de Cristo, com certeza temos sofrido em decorrência da nossa desobediência de forma intensamente corrosiva.
O que seria necessário para levar-nos à unidade, mesmo com as nossas diferenças e mantendo firme as nossas identidades? Eu creio que transparência, lealdade entre os irmãos e submissão a Deus. Pra. Guiomar Barba.

“Ora, a língua é fogo; é mundo de iniqüidade; a língua está situada entre os membros de nosso corpo, e contamina o corpo inteiro, e não só põe em chama toda carreira humana, como também é posta ela mesma em chamas pelo inferno”. (Tiago 4:6).

Segunda-feira, 16 de Junho de 2008

PECADO, PECADINHO E PECADÃO



Se alguém vir a seu irmão cometer pecado não para a morte, pedirá, e Deus lhe dará vida, aos que não pecam para a morte. Há pecado para a morte, e por esse não digo que rogue. 1ª João 5:16.

Sempre ouvi que não havia tamanho de pecado e sim qualidade. Não entendo bem o que querem dizer com este jogo de palavras, mas me esforço para dar sentido a esta afirmação.

Jesus asseverou que tudo será perdoado aos filhos dos homens, os pecados que cometerem e as blasfêmias que proferirem.
“Mas aquele que blasfemar contra O Espírito Santo não tem perdão para sempre, visto que é réu de pecado eterno.” Marcos 3:28,29.

Esta afirmação de Jesus não anula outros pecados para morte, visto que esse pecado a que Jesus se refere no caso de blasfêmia difere dos pecados que geram a morte física, e não espiritual. A morte viria como disciplina. Pode parecer grotesca esta colocação. Exemplifiquemos, então, com a sentença de Deus para o nosso grande profeta Moisés, não esquecendo que foi o único homem que viu Deus pelas costas e com quem Deus falava cara a cara. Números 12:5-7.

E morrerás no monte, ao qual terás subido, e te recolherás ao teu povo, como Arão, teu irmão, morreu no monte Hor e se recolheu ao seu povo.
Porquanto prevaricastes contra Mim no meio dos filhos de Israel, nas águas de Meribá de Cades, no deserto de Zim, pois Me não santificastes no meio dos filhos de Israel. Deuteronômio 32:50, 51.

Lembremo-nos também que, mesmo na Nova Aliança, a justiça efetiva de Deus se manifestou contra pessoas que cometeram certos pecados que não podemos confundi-los com blasfêmia. No caso de Ananias e Safira, eles caíram mortos depois que o apóstolo Pedro os confrontou trazendo à tona a mentira Ao Espírito Santo, com a qual entre si acordaram para reterem parte do valor da venda que fizeram e que deveria ser ofertada espontaneamente. (Atos 5).

Tratando com o pecado de uma imoralidade tamanha como possuir a mãe do próprio pai, Paulo ordenou à igreja que, em Nome de Jesus, aquele que praticou grandiosa infâmia fosse entregue a satanás para destruição da carne, a fim de que o espírito fosse salvo no dia do Senhor Jesus. (1ª Coríntios 5:1-5).

Instruindo quanto à participação na Santa Ceia, Paulo adverte claramente:
Pois quem come e bebe sem discernir o corpo, come e bebe juízo para si.
Eis a razão porque há entre vós muitos fracos e doentes e não poucos que dormem. (1ª Coríntios 11:29,30).

Deus meu, quantos irmãos nossos negligenciam o auto-julgamento antes de participarem desse ato tão significativo e santo, sendo, portanto, julgados e, em conseqüência, disciplinados pela misericordiosa bondade de Deus para não serem condenados com o mundo! (1ª Coríntios 11:31,32).

Chegamos à conclusão lógica que os pecados são classificados e julgados por Deus de acordo com o conhecimento que temos da palavra, conforme a disposição do nosso coração ao cometermos a transgressão. E que há pecados pelos quais não devemos nem sequer orar, e outros ferem o coração de Deus de tal maneira que Ele determina tirar a própria vida das pessoas que os comete, conforme já citamos exemplos.
A uns Ele convida ao arrependimento, por mais evidente que seja o seu pecado:
Vinde, pois, e arrazoemos, diz O Senhor; ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a lã. (Isaias 1:18).
A outros Ele promete castigo severo, e ainda castigo mais brando a outros:
Aquele servo, porém, que conheceu a vontade de seu senhor e não se aprontou, nem fez segundo a sua vontade será punido com muitos açoites.
Aquele, porém, que não soube a vontade do seu senhor e fez coisas dignas de reprovação levará poucos açoites. Mas àquele a que muito foi dado, muito lhe será exigido; e àquele a quem muito se confia, muito mais lhe pedirão. Lucas 12: 47,48.

Quando algumas pessoas vieram a Jesus referindo-se aos galileus cujo sangue Pilatos misturara com os sacrifícios que os mesmos realizavam, imediatamente Jesus deixou claro: Pensais que esses galileus eram mais pecadores do que todos os outros galileus, por terem padecido estas coisas?
“Não eram, Eu vo-lo afirmo; se, porém não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis.”
Ou cuidais que aqueles dezoito sobre os quais desabou a torre de Siloé e os matou eram mais culpados que todos os outros habitantes de Jerusalém?
“Não eram, Eu vo-lo afirmo; mas, se não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis.” Lucas 13:1-5.

Pecado, pecadinho ou pecadão, se não vos arrependerdes, igualmente perecereis. Não podemos negar, no entanto, que existem pecados grosseiros, e que Deus trata com cada um de nós de acordo com as nossas culpas. Mas louvamos a Deus porque onde abundou o pecado Ele fez superabundar a graça. Pra. Guiomar Barba
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Sábado, 14 de Junho de 2008

INFERNO




Inferno é uma palavra chocante, porque representa uma eternidade que muitos preferem ignorar. Escolhem crer que o inferno é aqui, e que cada um recebe nessa vida o que merece. Quando possuem bens materiais ou uma vida tranqüila, chegam até a afirmar que é porque Deus viu que mereciam e quando vêem alguém sofrendo, conceituam: algo fez para merecer. Estas afirmações divergem da opinião de vários profetas do Senhor e de tantos quantos investigamos mais acuradamente na bíblia e nos apercebemos do processo de justiça de Deus sobre os homens. Exemplifiquemos:

Por que prospera o caminho dos perversos, e vivem em paz todos os que procedem perfidamente?
Plantaste-os, e eles deitaram raízes; crescem, dão fruto; têm-Te nos lábios, mas longe do coração. Jeremias 12: 1b, 2.

Ora, pois, nós reputamos por felizes os soberbos; também os que cometem impiedade prosperam; sim, eles tentam Ao Senhor e escapam. Malaquias 3:15.

Eis que são este os ímpios; e, sempre tranqüilos, aumentam suas riquezas. Salmo 73:12.

Como é, pois, que vivem os perversos, envelhecem e ainda se tornam mais poderosos?
Seus filhos se estabelecem na sua presença; e os seus descendentes, ante seus olhos.
As suas casas têm paz, sem temor, e a vara de Deus não os fustiga.
O seu toro gera e não falha, suas novilhas têm cria e não abortam.
Deixa correr suas crianças, como a um rebanho, e seus filhos saltam de alegria; cantam com tamboril e harpa e alegram-se ao som da flauta.
Passam eles os seus dias em prosperidade e em paz descem à sepultura. Jó 21: 7-13.

E que diríamos de tantos traficantes, empresários, mercenários da fé, políticos, agiotas, fazendeiros que escravizam abominavelmente seus semelhantes, relegando-os a uma penúria de corpo, alma e espírito e como poderosos, quando são acusados e vão a juízo, compram sentenças ao seu favor culpando o inocente e condenando-o a seu bel prazer? E de tantos outros homens perversos, que praticam as mais torpes indignidades, movidos por uma avareza sem fronteiras e vivem regaladamente nas suas mansões, em férias das mais sofisticadas, banqueteando-se com as melhores iguarias?

Será que Tim Lopes mereceu a morte que teve? Que as idosas que têm sido vítimas da malignidade de empregadas inescrupulosas estão pagando por algum pecado cometido? Que crianças assassinadas barbaramente a exemplo de Isabela colheram o resultado do seu pecado? Que o holocausto também foi sentença divina? Que todas as pessoas sacrificadas no plano diabólico das Torres Gêmeas estavam pagando por suas culpas? Que não há irresponsáveis no trânsito, mas sim as vítimas das suas transgressões? Que todos os mortos nas guerras de Bush e de tantos outros chefes de estados mereciam o triste fim que tiveram ou a desgraça de sobreviverem sozinhos e mutilados no mundo?

Seria interminável nossa lista se fôssemos enumerar injustiças sociais, crimes cometidos diariamente contra verdadeiros inocentes. O sábio Salomão sentencia: “Visto como não se executa logo a sentença sobre a má obra, o coração dos filhos dos homens está inteiramente disposto a praticar o mal.” Eclesiastes 8:11.

Não podemos negar que o mal ou o bem sucede a todos, Deus faz chover sobre bons e maus, ninguém pode atribuir a si méritos que atraem as bênçãos do Altíssimo. Entendemos que existem pecados que trazem suas conseqüências desastrosas aos transgressores, mas a graça e a misericórdia do nosso Deus não nos tratam segundo os nossos pecados nem nos retribuem consoante as nossas iniqüidades. “Pois quanto o céu se alteia acima da terra, assim é grande a Sua misericórdia para com os que o temem. Quanto dista o Oriente do Ocidente, assim afasta de nós as nossas transgressões.
Apercebamos-nos, no entanto: Como um pai se compadece de seus filhos, assim O Senhor se COMPADECE DOS QUE O TEMEM. Pois Ele conhece a nossa estrutura e sabe que somos pó.” Salmo 103:10-14.

“Ainda há outra vaidade sobre a terra; justos a quem sucede segundo as obras dos perversos, e perversos a quem sucede segundo as obras dos justos.” Digo que isto também é vaidade. Eclesiastes 8:14.

Deus tem sido longânimo para com todos os homens. Jesus deixa claro em Mateus 25:41 que o inferno foi preparado para o diabo e seus anjos, entretanto, para os que se julgam “dignos, inculpáveis” Ele afirma: Ao passo que os filhos do reino serão lançados para fora, nas trevas; ali haverá choro e ranger de dentes. Mateus 8:12.

Mas fora ficarão os pervertidos, os que praticam a bruxaria, os que cometem imoralidade sexual, os assassinos, os que adoram ídolos, e todos o que amam e praticam o engano. Apocalipse, 22:15. (Bíblia católica Deus fala hoje - EIR, versão em espanhol).

E se alguém não foi achado inscrito no Livro da Vida, esse foi lançado para dentro do lago de fogo. Apocalipse 20:15.

O inferno é uma realidade bíblica como o é o céu. Por mais utópico que nos pareçam, seria mais sábio estudarmos o assunto, tendo em vista a eternidade da nossa alma e a certeza de que não existe outra forma de resgate para nós pecadores fora do Sangue de Jesus, e que é enquanto temos vida que podemos invocar O Senhor.

..., se manifestou uma vez por todas, para aniquilar, pelo sacrifício de Si mesmo, o pecado.
E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo, assim também Cristo, tendo-Se oferecido uma vez para sempre para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o aguardam para a salvação. Hebreus 9:26-28.

A salvação não é por obras para que ninguém se glorie, mas, pela morte sacrificial de Jesus. Preparemo-nos para a eternidade. Pra. Guiomar Barba.

Terça-feira, 10 de Junho de 2008

MULHER

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Mulher, por que choras? Foi este o título para um tema apresentado por nós no passado fim de semana em palestras realizadas numa cidade. Foi com muito prazer que o fizemos, sendo que também a recepção dos ouvintes foi bastante gratificante.

Deparamos-nos com mulheres iguais a tantas outras, sofridas, escravizadas, com a auto-estima lá em baixo, sem vida, como se o tempo houvesse parado para elas e o seu destino fosse um cálice de fel. Aquela mulher que pensa que nasceu para satisfazer as exigências de um machista, pois há ainda a idéia de que sexo é para o prazer do macho e ela só tem que ser usada. Aquela mulher que pensa que nasceu para fazer filhos e viver para servi-los; a idéia é que ela, mulher, é que tem que arcar sozinha com as obrigações domésticas, porque nasceu com a única missão de servir ao macho... Qual lagartixa sempre balançando afirmativamente a cabeça para o que o macho determine. A idéia errada que a mulher não pode viver sem o macho porque não está capacitada a auto sustentar-se e, se há filhos, criá-los sozinha... Como se o macho nunca morresse e ela tivesse que ficar viúva... Que pensa que jamais vai achar ninguém que a ame de verdade, pelo que não faz diferença continuar com seu algoz, pelo menos enganando talvez as pessoas, que pensarão, quem sabe, que ela tem alguém que a ama, e não um verdugo. Enfim, todos esses pensamentos decorrem do fato de que ela mesma não sabe que não se ama, não conhece os seus direitos e a sua dignidade enquanto mulher. Esta, em outras, é uma das causas principais que contribuem grandemente para a sua derrota efetiva.

A Verdadeira integridade de uma mulher não pode ser medida através dos sentimentos dos homens ou das exigências da sociedade. Ao contrário, a mulher íntegra é aquela cujo caráter é formado pela palavra de Deus. Não há outro modelo. (extraído)

Precisamos nos avaliar constantemente, sem medos. Importa ter sempre presente a certeza de que realmente estamos sendo o reflexo de nós mesmas ou se somos o resultado do molde a que nos submetemos por temor de inadequação, da censura, ou de não nos conhecermos, consequentemente, não poderemos ajustar-nos ao padrão de mulher segundo o coração de Deus.

Somos originais, como estabeleceu o Criador. Apesar de formadas da mesma matéria, temos nossas próprias identidades, portanto, cada uma de nós é única. Somos femininas e não podemos ter receio de assumirmos as nossas fragilidades, as nossas características físicas e emocionais. Ajustando-nos à nossa realidade teremos de nós a mesma visão que Deus tem, seremos então mulheres seguras, sem medos, amaremos as realizações, nos incluiremos no contexto social com firmeza e determinação.

A grandeza da mulher não está na sua beleza externa: “Enganosa é a graça, e vã a formosura, mas a mulher que teme Ao Senhor, essa será louvada.” Provérbios 31:30.

“Maridos, vós, igualmente, vivei a vida comum no lar, com discernimento; e, tendo consideração para com a vossa mulher, como parte frágil, tratai-a com dignidade, por que sois, juntamente, herdeiros da mesma graça de vida, para que não se interrompam as vossas orações.” 1ª Pedro 3:7.

Muitas mulheres se rebelam diante do mandamento: Mulheres, sede vós, igualmente, submissas a vosso marido, para que, se ele não obedece à palavra, seja ganho sem palavra alguma, por meio do procedimento de sua esposa. Ao observar o vosso honesto comportamento cheio de temor. (1ª Pedro 3:1,2). Isso decorre certamente do fato de não haverem analisado o mandamento dirigido ao homem: “Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a Si mesmo Se entregou por ela.” Efésios 5:25.

Partindo dessa premissa, é evidente que a tarefa do homem é extremamente mais difícil, dado o fato de que nenhum ser humano está amoldado o suficiente para viver a vida comum do lar. Em decurso, o homem terá que ter longanimidade no dia a dia como Jesus tem para com a igreja.

Se o marido obedece a este mandamento, a submissão, que não se refere a servilismo, será um prazer para a esposa. Ela terá um amigo, protetor, amante, companheiro, confidente, em fim, a pessoa ideal.

Se ele desobedece, temos ainda a esperança de que a mulher sábia ganha o marido em silêncio, além de que temos mitos a serem derrubados,
Como por exemplo:
1 – Meu estado de mente é determinado pelo ambiente.
2 – As pessoas não podem mudar.
3 – Você está num mau casamento, há somente duas opções: resignar-se à
uma vida de miséria ou cair fora.
4 – Algumas situações são sem esperança.

Reformulemos nossa postura para estas verdades relacionadas a seguir encarando o casamento de uma maneira positiva:

1 – Eu sou responsável pela minha própria atitude.
2 – Atitudes afetam ações.
3 - Eu não posso mudar os outros, mas eu posso influenciá-los.
4 – Minhas ações não devem ser controladas por minhas emoções.
5 – Admitir minhas imperfeições não significa que eu sou um fracasso.
6 – O amor é a arma mais poderosa para o bem no mundo. (Dr. Gary Chapman).

Portanto, mulher: por que choras? Sequemos as lágrimas e partamos para a luta, certas de que o Criador está em parceria conosco, porque melhor que nós mesmas, Ele Se apercebe das nossas carências e fragilidades e não tira os olhos de nós, nem os seus ouvidos se cansam de ouvir o nosso clamor. Pra. Guiomar Barba.

Quinta-feira, 5 de Junho de 2008

"O CRIME DE BESTIALIDADE"


Extraído do blog "Filhos de Um Deus Menor", de um amigão do velho continente, de Portugal, um mundo diferente, mas, como percebemos, os homens são iguais qualquer que seja a cultura, o coração do homem se inclina para onde ele se propõe. A Bíblia tem razão.


(O termo "sexo dos anjos" em portugal é como dizer discussão inútil, sem futuro, porque se defende que anjos não têm sexo).


Entre as ofensas à dignidade humana contam-se, especialmente, os crimes de luxúria, contra a honestidade, os sexuais, rigorosamente previstos e punidos pelas velhas legislações. Mas, ainda assim, quanto aos quais se verifica, nos últimos tempos, uma notória tendência para a despenalização, salvo quando envolvem violências físicas não consentidas.
O crime de bestialidade (o homem, ou a mulher, que mantém tratos de sexo com um animal), ofende a própria dignidade da pessoa que o pratica. Este crime, como todos os crimes sexuais, em geral, foram sempre punidos com extrema severidade. A verdade é que, actualmente, em Portugal - como em outros Estados agnósticos -, tais praticas foram removidas dos quadros penais. Os Estados agnósticos tendem a ignorar a maior parte das aberrações sexuais. O crime de bestialidade, já previsto e punido com a morte pelo Antigo Testamento: « Se um homem se ajuntar com um animal, será punido com a morte, e matereis o animal. Se uma mulher se aproximar de um animal para se ajuntar com ele, matá-la-ás, assim como ao animal» (Levítico, 20) , pelas mais diversas legislações (Direito Canónico, Ordenações Filipinas) e pelos costumes dos mais variados povos, não tem hoje tipificação no sistema juridíco português.
Resta, então, com a prática de tal conduta, a existência, quanto muito, de uma violação ética ou de um pecado religioso.
Se considerarmos que os valores éticos e religiosos se encontram degradados;
Se considerarmos que a protecção à dignidade humana esta em crise;
As aberrações de todos os tipos (incesto, adultério, esturpo, violação, poligamia) começam a ganhar espaço e, em consequencia, o processo de degradação do trato humano - que implica um aumento da criminalidade - será uma cruel realidade com a qual se terá de contar nos próximos tempos.
Entretanto, o "sexo dos anjos" e o aumento dos combustíveis, parecem preocupar mais a comunidade de pensadores, monopolistas e politicos...
Há muito tempo que foi esquecido o sentido de justiça e o de vergonha. Sob pena de nos dissolvermos no pior dos infernos, urge reflectir. O tempo já mostrou à sociedade que o princípio leninista de que “os fins justificam os meios”, não é propriamente uma boa orientação para a Humanidade. O mesmo se podendo dizer, daquele episódio histórico-bíblico onde um certo senhor Pilatos lavou as mãos em público…
Só seremos cidadãos conscientes quando tivermos a percepção detalhada do "secreto" mundo que nos move.
Como disse Balsac, «a nossa consciência é um juiz infalível enquanto não a assassinamos».
Paulo

Terça-feira, 3 de Junho de 2008

A SALVAÇÃO É INDIVIDUAL






Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu O Seu Filho unigênito, para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna. João 3:16.
Somos predestinados segundo a presciência de Deus: Eleitos, segundo a presciência de Deus Pai, em santificação e do Espírito, para a obediência e a aspersão do sangue de Jesus Cristo, graça e paz vos sejam multiplicadas. (1ª Pedro 1:2).
Não há acepção, o indulto foi concedido a todos de igual modo: Porque pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus. Efésios, 2:8.
Todas as criaturas foram incluídas neste imenso amor de Deus e gozam da liberdade de achegarem-se ao trono da graça e, em arrependimento, receberem a absolvição pelos seus pecados cometidos. No entanto, muitos acreditam que por haverem alcançado esta graça, seus filhos e familiares estarão incluídos, baseando-se na profecia de Paulo para o carcereiro: Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa. Atos 16:31.
É bem claro que esta promessa foi dada em uma inspiração profética do Espírito Santo direcionada ao carcereiro e não a todos quantos cressem, se não, vejamos:
Pois, como sabes, ó mulher, se salvarás teu marido? Ou, como sabes, ó marido, se salvarás tua mulher? 1ªCoríntios 7:16.

Estarão divididos: pai contra filho, filho contra pai; mãe contra filha , filha contra mãe; sogra contra nora, e nora contra sogra. Lucas, 12:53.

Digo-vos que, naquela noite, dois estarão numa cama; um será tomado, e deixado o outro. Lucas 17:34.

E o que diríamos dos filhos do sacerdote Eli? “Eram, porém, os filhos de Eli filhos de belial; não conheciam ao Senhor.” 1ª Samuel 2:12.

Muitas outras referências poderíamos citar, mas creio que registramos o suficiente.

Outros crêem que seus filhos são filhos da promessa respaldando-se na conclusão que extraem desta promessa: “vós, porém, irmãos, sois filhos da promessa, como Isaque.” Gálatas 4:28.

Deus prometeu literalmente a Abraão um filho e que nele seriam abençoadas todas as nações da terra. (Gênesis 26:4b).

Quanto a nós, Paulo afirma: Isto é, estes filhos de Deus não são propriamente os da carne, mas devem ser considerados como descendência os filhos da promessa. Romanos 9:8.

“Sabei, pois, que os da fé é que são filhos de Abraão.”
Ora, tendo a Escritura previsto que Deus justificaria pela fé os gentios, preanunciou o evangelho a Abraão.
De modo que os da fé são abençoados com o crente Abrão. Gálatas 3:7-9.

Paulo nos traz uma luz clara: Isto afirmo, irmãos, que a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção herdar a incorrupção. 1ª Coríntios 15: 50.

Todos temos que fazer morrer a nossa velha natureza e sermos lavados no sangue de Jesus se desejamos herdar a vida eterna. Assim como o purgatório ou rezar pela alma após a morte, reencarnação, não tem poder de nos purificar de pecados - como diz a própria palavra: “Ao irmão, verdadeiramente, ninguém pode remir, nem pagar por ele a Deus o seu resgate, pois a redenção da alma deles é caríssima, e cessará a tentativa para sempre.” (Salmo 49:7,8) - não podemos também criar atalhos para os nossos, por mais preciosos que nos sejam. A salvação pertence Ao Senhor e a oportunidade a todos.
Evangelizemos, oremos e sejamos acima de tudo luz para os nossos e para tantos quantos nos rodeiam. Pra. Guiomar Barba.

Quinta-feira, 29 de Maio de 2008

SEM PEDRAS



“Também Eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.” Mateus 16:18.

Sinto doer o meu coração quando leio acusações veementes contra a igreja de Cristo, mas, doloroso ainda por serem provenientes de membros do corpo, que chegam a dispensar a igreja como se houvessem recebido particular revelação de Deus neste sentido e apedrejam a Igreja de Cristo, sem discernimento, enfeixam joio e trigo, esquecem-se que haverá uma separação reservada à digna e única autoridade: O Senhor da ceara, no tempo próprio.
Sabemos que o ser humano nunca foi diferente, os fariseus sempre existiram e continuarão permeando todos os segmentos da sociedade, no entanto, não serão empecilhos para que Deus continue comunicando-se e sendo amigo do Seu povo, o profeta Amós é claro: “Certamente, O Senhor Deus não fará COISA ALGUMA, sem primeiro revelar o Seu segredo aos Seus servos, os profetas.” Amós 3:7.
Deus estava sempre empenhado em corrigir o Seu povo por exortações, castigos, conforme Sua onisciência e soberania, mesmo aos hipócritas, cínicos, soberbos, dominadores de rebanho, as estrelas, os sectaristas, Ele continua estendendo a Sua misericórdia em longanimidade como o fez a Jezabel:
Tenho, porém, contra ti o tolerares que essa mulher, Jezabel, que a si mesma se declara profetisa, não somente ensine, mas ainda seduza os Meus servos a praticarem a prostituição e a comerem coisas sacrificadas aos ídolos.
“Dei-lhe tempo para que se arrependesse; ela, todavia não quer arrepender-se da sua prostituição.” Apocalipse 2:20,21.

E não tenho dúvidas que tem muita gente parecendo joio que se transformará em vinho vertido se realmente for discipulado, amado e disciplinado. Somente os olhos de Deus, que perscrutam o coração do homem, descobrem esses grãos preciosos que ainda não morreram...

Se existe, ainda que seja um grande número de pessoas que não aprendeu e não querem aprender a tratar com o rebanho de Cristo, não podemos denominá-los de “igreja”. A igreja de Cristo invisível está espalhada por toda a terra, ainda que se dê uma outra conotação ao termo, fica explicito que se está injuriando o povo que se ajunta em templos; e quem somos nós para julgarmos quem aí está se é joio ou trigo, embora esteja no momento agindo como joio?
Por outro lado, se um determinado agrupamento ou vários não ensinam ou não julgam com sabedoria certos problemas comportamentais no seu meio, não se pode interpretar que ele creia que o assunto está resolvido. Não podemos determinar seu silêncio e muito menos julgá-lo como omisso e covarde e assassino dos seus próprios filhos sem conhecermos as causas e nos oferecermos para somarmos nossos esforços pela saúde do grupo.
Se vociferamos contra a igreja por práticas suspeitas que ocorram em alguns ou vários currais, sem contribuirmos com eles para mudança, não temos o direito de denegrir, condenar e propagar difamação contra parte da igreja que reúne-se ali, porque mesmo com todas as enfermidades, o evangelho está sendo pregado e, com certeza, Deus levantará intercessores que gemam pela saúde do grupo.

“Para que, pela igreja a multiforme sabedoria de Deus se torne conhecida, agora, dos principados e potestades nos lugares celestiais.” Efésios 3:10.

Paulo, exortava, ensinava, repreendia, mas em nenhum dos seus escritos vemos o apóstolo referindo-se à igreja com ironia, desrespeito, acusações, como se ele mesmo não fizesse parte do corpo, mas fosse apenas um mero espectador.
Mesmo a igreja de Corinto, com todas as suas mazelas, não foi tratada por Paulo a pedradas, como fazem os “santos críticos” de hoje.

Temos os exemplos dos reis e profetas que se prostravam diante de Deus pelo povo e não se consideravam isentos de culpas, embora não houvessem praticado os mesmos pecados e nem tampouco fossem coniventes com as transgressões de Israel.

“No primeiro ano do seu reinado, eu, Daniel, entendi, pelos livros, que o número de anos, de que falara O SENHOR ao profeta Jeremias, que haviam de durar as assolações de Jerusalém, era de setenta anos.
Voltei o rosto ao Senhor Deus, para O buscar com oração e súplicas, com jejum, pano de saco e cinza.
Orei ao SENHOR, meu Deus, confessei e disse: ah! Senhor! Deus grande e temível, que guardas a aliança e a misericórdia para com os que te amam e guardam os teus mandamentos; temos pecado e cometido iniqüidades, procedemos perversamente e fomos rebeldes, apartando-nos dos teus mandamentos e dos teus juízos; não demos ouvidos aos teus servos, os profetas, que em Teu nome falaram aos nossos reis, nossos príncipes e nossos pais, como também a todo o povo da terra.
A ti, ó Senhor, pertence a justiça, mas a nós, o corar de vergonha, como hoje se vê; aos homens de Judá, os moradores de Jerusalém, todo o Israel, quer os de perto, quer os de longe, em todas as terras por onde os tens lançado, por causa das suas transgressões que cometeram contra ti.
Ó SENHOR, a nós pertence o corar de vergonha, aos nossos reis, aos nossos príncipes e aos nossos pais, porque temos pecado contra ti.
Ao Senhor, nosso Deus, pertence a misericórdia e o perdão, pois nos temos rebelado contra ele
e não obedecemos à voz do SENHOR, nosso Deus, para andarmos nas suas leis, que nos deu por intermédio de seus servos, os profetas.
Sim, todo o Israel transgrediu a Tua lei, desviando-se, para não obedecer à Tua voz; por isso, a maldição e as imprecações que estão escritas na Lei de Moisés, servo de Deus, se derramaram sobre nós, porque temos pecado contra Ti.” Daniel 9:2-12.

Esta deve ser a nossa postura: “a nós nos cabe corar de vergonha”, porque todos nós pecamos. Se Deus olhar iniqüidade em nós, um sequer de nós se salvará. Não há ninguém bom, somente Deus; somos todos justificados pela infinita graça e misericórdia do Pai.
A igreja de Cristo é a noiva invisível, que está sendo tratada, forjada, para ser arrebatada sem mácula e sem ruga.
Tenhamos cuidado quando nos referimos à igreja, Seu noivo a ama profundamente e tem zelo por ela. Se somos membros do corpo, não podemos agredi-lo sem que nós mesmos sejamos machucados. Usemos o nosso talento com amor em prol dela e não a acusemos em detrimento de nós mesmos.
Doída, Pra. Guiomar Barba.

Segunda-feira, 26 de Maio de 2008

O GRÃO DE TRIGO



Em verdade, em verdade vos digo: se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, produz muito fruto. João 12:24.

É interessante como Jesus escolheu propositadamente o “grão de trigo”, sabendo que estava referindo-se a Ele, O Pão partido e repartido entre nós.
Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão; e, tendo dado graças, o partiu e disse: isto é O Meu corpo, que é dado por vós. 1ª Coríntios 11: 23,24.

Jesus morreu literalmente no corpo, alma e espírito por nós, para que nós tivéssemos vida abundante trinitariamente. Ele se fez pecado, por essa razão morreu também em espírito. Ali na cruz, Ele foi plenamente separado de Deus pelos nossos delitos de pecado, no entanto, não ficamos isentos de morte, temos que fazer morrer com Ele o nosso homem velho, para, a exemplo de Cristo, frutificarmos.
Ainda que nós, como sementes pequenas e sem expressão aparente, não podemos esquecer que o grão é em si um potencial, por mais minúsculo que seja, sua capacidade é cobiçada pelo lavrador. Referindo-Se ao grão de mostarda, Jesus disse que era a menor semente, mas que, crescida, é maior do que as hortaliças, e se faz árvore, de modo que as aves do céu vêm aninhar-se nos seus ramos. (Mateus 13: 31,32).
O mais difícil, no entanto, é realmente esta morte morosa que nós mesmos provocamos com essa facilidade que temos de retroceder. Começamos a matar a nossa carne, negando-lhe o que a robustece e de repente, por um instantezinho de deleite, a revigoramos.
O pior é que nem sempre o que nos leva a mantê-la viva são os apetites externos, ao contrário, muito mais são aqueles pecados que nos mantém a alma presa na masmorra fria, pegajosa, escura, escorregadia e traiçoeira da mentira, inveja, cobiça, hipocrisia, falsidade, maledicência, lasciva, amargura, intriga, maldade, disputa, vulnerabilidade, calúnia, dissensão, e do ciúme, ódio, julgamentos, e de tantas outras mazelas que nos poluem e nos embaçam interiormente, impedindo que a luz de Cristo seja refletida através de nós. Temos uma terrível facilidade de nos acomodarmos a eles por estarem ocultos justamente ai neste calabouço que nos facilita camuflar o exterior com uma roupagem de “falsa santidade”.
Mas, se realmente somos sinceros no nosso desejo de servir aquEle a quem amamos, nosso coração desesperado cantará esta canção:

NO BASTA

No basta solo con cantar,
No basta solo con decir,
No es suficiente solo con querer hacer,
Es necesario morir.
No basta solo con soñar,
No basta solo con pedir,
No es suficiente solo con querer tener,
Es necesario morir.
CORO: Dame tu vida,
esa clase de vida que sabes dar,
Dame tu vida, yo quiero vivir solo para ti,
Dame tu vida,
resucitame en ti,
Yo quiero vivir solo para ti.

Sim! Aquele que nasceu de novo não suportará viver uma vida dupla, O doce Espírito Santo, cheio de amor e ternura, estará nos convencendo de pecado, de justiça e de juízo até que nosso coração contrito se renda àquEle que É, e que há de ser por toda a eternidade. Lutemos, para crucificar a nossa carne e não nos esqueçamos de amar e encorajar aqueles que, como nós, estão nesta mesma batalha ou mesmo a aqueles que ainda não se aperceberam, porque estão envolvidos demasiado com os “pecados externos.”
O dedo em riste é perigoso. Cuidemos dos nossos dedos.

“Aquele, pois, que pensa está em pé veja que não caia.” 1ª Coríntios 10:12.
“Porque o juízo é sem misericórdia para com aquele que não usou de misericórdia. A misericórdia triunfa sobre o juízo.” Tiago 2:13
Pra. Guiomar Barba.
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