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Segunda-feira, 16 de Junho de 2008

PECADO, PECADINHO E PECADÃO



Se alguém vir a seu irmão cometer pecado não para a morte, pedirá, e Deus lhe dará vida, aos que não pecam para a morte. Há pecado para a morte, e por esse não digo que rogue. 1ª João 5:16.

Sempre ouvi que não havia tamanho de pecado e sim qualidade. Não entendo bem o que querem dizer com este jogo de palavras, mas me esforço para dar sentido a esta afirmação.

Jesus asseverou que tudo será perdoado aos filhos dos homens, os pecados que cometerem e as blasfêmias que proferirem.
“Mas aquele que blasfemar contra O Espírito Santo não tem perdão para sempre, visto que é réu de pecado eterno.” Marcos 3:28,29.

Esta afirmação de Jesus não anula outros pecados para morte, visto que esse pecado a que Jesus se refere no caso de blasfêmia difere dos pecados que geram a morte física, e não espiritual. A morte viria como disciplina. Pode parecer grotesca esta colocação. Exemplifiquemos, então, com a sentença de Deus para o nosso grande profeta Moisés, não esquecendo que foi o único homem que viu Deus pelas costas e com quem Deus falava cara a cara. Números 12:5-7.

E morrerás no monte, ao qual terás subido, e te recolherás ao teu povo, como Arão, teu irmão, morreu no monte Hor e se recolheu ao seu povo.
Porquanto prevaricastes contra Mim no meio dos filhos de Israel, nas águas de Meribá de Cades, no deserto de Zim, pois Me não santificastes no meio dos filhos de Israel. Deuteronômio 32:50, 51.

Lembremo-nos também que, mesmo na Nova Aliança, a justiça efetiva de Deus se manifestou contra pessoas que cometeram certos pecados que não podemos confundi-los com blasfêmia. No caso de Ananias e Safira, eles caíram mortos depois que o apóstolo Pedro os confrontou trazendo à tona a mentira Ao Espírito Santo, com a qual entre si acordaram para reterem parte do valor da venda que fizeram e que deveria ser ofertada espontaneamente. (Atos 5).

Tratando com o pecado de uma imoralidade tamanha como possuir a mãe do próprio pai, Paulo ordenou à igreja que, em Nome de Jesus, aquele que praticou grandiosa infâmia fosse entregue a satanás para destruição da carne, a fim de que o espírito fosse salvo no dia do Senhor Jesus. (1ª Coríntios 5:1-5).

Instruindo quanto à participação na Santa Ceia, Paulo adverte claramente:
Pois quem come e bebe sem discernir o corpo, come e bebe juízo para si.
Eis a razão porque há entre vós muitos fracos e doentes e não poucos que dormem. (1ª Coríntios 11:29,30).

Deus meu, quantos irmãos nossos negligenciam o auto-julgamento antes de participarem desse ato tão significativo e santo, sendo, portanto, julgados e, em conseqüência, disciplinados pela misericordiosa bondade de Deus para não serem condenados com o mundo! (1ª Coríntios 11:31,32).

Chegamos à conclusão lógica que os pecados são classificados e julgados por Deus de acordo com o conhecimento que temos da palavra, conforme a disposição do nosso coração ao cometermos a transgressão. E que há pecados pelos quais não devemos nem sequer orar, e outros ferem o coração de Deus de tal maneira que Ele determina tirar a própria vida das pessoas que os comete, conforme já citamos exemplos.
A uns Ele convida ao arrependimento, por mais evidente que seja o seu pecado:
Vinde, pois, e arrazoemos, diz O Senhor; ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a lã. (Isaias 1:18).
A outros Ele promete castigo severo, e ainda castigo mais brando a outros:
Aquele servo, porém, que conheceu a vontade de seu senhor e não se aprontou, nem fez segundo a sua vontade será punido com muitos açoites.
Aquele, porém, que não soube a vontade do seu senhor e fez coisas dignas de reprovação levará poucos açoites. Mas àquele a que muito foi dado, muito lhe será exigido; e àquele a quem muito se confia, muito mais lhe pedirão. Lucas 12: 47,48.

Quando algumas pessoas vieram a Jesus referindo-se aos galileus cujo sangue Pilatos misturara com os sacrifícios que os mesmos realizavam, imediatamente Jesus deixou claro: Pensais que esses galileus eram mais pecadores do que todos os outros galileus, por terem padecido estas coisas?
“Não eram, Eu vo-lo afirmo; se, porém não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis.”
Ou cuidais que aqueles dezoito sobre os quais desabou a torre de Siloé e os matou eram mais culpados que todos os outros habitantes de Jerusalém?
“Não eram, Eu vo-lo afirmo; mas, se não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis.” Lucas 13:1-5.

Pecado, pecadinho ou pecadão, se não vos arrependerdes, igualmente perecereis. Não podemos negar, no entanto, que existem pecados grosseiros, e que Deus trata com cada um de nós de acordo com as nossas culpas. Mas louvamos a Deus porque onde abundou o pecado Ele fez superabundar a graça. Pra. Guiomar Barba
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Sábado, 14 de Junho de 2008

INFERNO




Inferno é uma palavra chocante, porque representa uma eternidade que muitos preferem ignorar. Escolhem crer que o inferno é aqui, e que cada um recebe nessa vida o que merece. Quando possuem bens materiais ou uma vida tranqüila, chegam até a afirmar que é porque Deus viu que mereciam e quando vêem alguém sofrendo, conceituam: algo fez para merecer. Estas afirmações divergem da opinião de vários profetas do Senhor e de tantos quantos investigamos mais acuradamente na bíblia e nos apercebemos do processo de justiça de Deus sobre os homens. Exemplifiquemos:

Por que prospera o caminho dos perversos, e vivem em paz todos os que procedem perfidamente?
Plantaste-os, e eles deitaram raízes; crescem, dão fruto; têm-Te nos lábios, mas longe do coração. Jeremias 12: 1b, 2.

Ora, pois, nós reputamos por felizes os soberbos; também os que cometem impiedade prosperam; sim, eles tentam Ao Senhor e escapam. Malaquias 3:15.

Eis que são este os ímpios; e, sempre tranqüilos, aumentam suas riquezas. Salmo 73:12.

Como é, pois, que vivem os perversos, envelhecem e ainda se tornam mais poderosos?
Seus filhos se estabelecem na sua presença; e os seus descendentes, ante seus olhos.
As suas casas têm paz, sem temor, e a vara de Deus não os fustiga.
O seu toro gera e não falha, suas novilhas têm cria e não abortam.
Deixa correr suas crianças, como a um rebanho, e seus filhos saltam de alegria; cantam com tamboril e harpa e alegram-se ao som da flauta.
Passam eles os seus dias em prosperidade e em paz descem à sepultura. Jó 21: 7-13.

E que diríamos de tantos traficantes, empresários, mercenários da fé, políticos, agiotas, fazendeiros que escravizam abominavelmente seus semelhantes, relegando-os a uma penúria de corpo, alma e espírito e como poderosos, quando são acusados e vão a juízo, compram sentenças ao seu favor culpando o inocente e condenando-o a seu bel prazer? E de tantos outros homens perversos, que praticam as mais torpes indignidades, movidos por uma avareza sem fronteiras e vivem regaladamente nas suas mansões, em férias das mais sofisticadas, banqueteando-se com as melhores iguarias?

Será que Tim Lopes mereceu a morte que teve? Que as idosas que têm sido vítimas da malignidade de empregadas inescrupulosas estão pagando por algum pecado cometido? Que crianças assassinadas barbaramente a exemplo de Isabela colheram o resultado do seu pecado? Que o holocausto também foi sentença divina? Que todas as pessoas sacrificadas no plano diabólico das Torres Gêmeas estavam pagando por suas culpas? Que não há irresponsáveis no trânsito, mas sim as vítimas das suas transgressões? Que todos os mortos nas guerras de Bush e de tantos outros chefes de estados mereciam o triste fim que tiveram ou a desgraça de sobreviverem sozinhos e mutilados no mundo?

Seria interminável nossa lista se fôssemos enumerar injustiças sociais, crimes cometidos diariamente contra verdadeiros inocentes. O sábio Salomão sentencia: “Visto como não se executa logo a sentença sobre a má obra, o coração dos filhos dos homens está inteiramente disposto a praticar o mal.” Eclesiastes 8:11.

Não podemos negar que o mal ou o bem sucede a todos, Deus faz chover sobre bons e maus, ninguém pode atribuir a si méritos que atraem as bênçãos do Altíssimo. Entendemos que existem pecados que trazem suas conseqüências desastrosas aos transgressores, mas a graça e a misericórdia do nosso Deus não nos tratam segundo os nossos pecados nem nos retribuem consoante as nossas iniqüidades. “Pois quanto o céu se alteia acima da terra, assim é grande a Sua misericórdia para com os que o temem. Quanto dista o Oriente do Ocidente, assim afasta de nós as nossas transgressões.
Apercebamos-nos, no entanto: Como um pai se compadece de seus filhos, assim O Senhor se COMPADECE DOS QUE O TEMEM. Pois Ele conhece a nossa estrutura e sabe que somos pó.” Salmo 103:10-14.

“Ainda há outra vaidade sobre a terra; justos a quem sucede segundo as obras dos perversos, e perversos a quem sucede segundo as obras dos justos.” Digo que isto também é vaidade. Eclesiastes 8:14.

Deus tem sido longânimo para com todos os homens. Jesus deixa claro em Mateus 25:41 que o inferno foi preparado para o diabo e seus anjos, entretanto, para os que se julgam “dignos, inculpáveis” Ele afirma: Ao passo que os filhos do reino serão lançados para fora, nas trevas; ali haverá choro e ranger de dentes. Mateus 8:12.

Mas fora ficarão os pervertidos, os que praticam a bruxaria, os que cometem imoralidade sexual, os assassinos, os que adoram ídolos, e todos o que amam e praticam o engano. Apocalipse, 22:15. (Bíblia católica Deus fala hoje - EIR, versão em espanhol).

E se alguém não foi achado inscrito no Livro da Vida, esse foi lançado para dentro do lago de fogo. Apocalipse 20:15.

O inferno é uma realidade bíblica como o é o céu. Por mais utópico que nos pareçam, seria mais sábio estudarmos o assunto, tendo em vista a eternidade da nossa alma e a certeza de que não existe outra forma de resgate para nós pecadores fora do Sangue de Jesus, e que é enquanto temos vida que podemos invocar O Senhor.

..., se manifestou uma vez por todas, para aniquilar, pelo sacrifício de Si mesmo, o pecado.
E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo, assim também Cristo, tendo-Se oferecido uma vez para sempre para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o aguardam para a salvação. Hebreus 9:26-28.

A salvação não é por obras para que ninguém se glorie, mas, pela morte sacrificial de Jesus. Preparemo-nos para a eternidade. Pra. Guiomar Barba.

Terça-feira, 10 de Junho de 2008

MULHER

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Mulher, por que choras? Foi este o título para um tema apresentado por nós no passado fim de semana em palestras realizadas numa cidade. Foi com muito prazer que o fizemos, sendo que também a recepção dos ouvintes foi bastante gratificante.

Deparamos-nos com mulheres iguais a tantas outras, sofridas, escravizadas, com a auto-estima lá em baixo, sem vida, como se o tempo houvesse parado para elas e o seu destino fosse um cálice de fel. Aquela mulher que pensa que nasceu para satisfazer as exigências de um machista, pois há ainda a idéia de que sexo é para o prazer do macho e ela só tem que ser usada. Aquela mulher que pensa que nasceu para fazer filhos e viver para servi-los; a idéia é que ela, mulher, é que tem que arcar sozinha com as obrigações domésticas, porque nasceu com a única missão de servir ao macho... Qual lagartixa sempre balançando afirmativamente a cabeça para o que o macho determine. A idéia errada que a mulher não pode viver sem o macho porque não está capacitada a auto sustentar-se e, se há filhos, criá-los sozinha... Como se o macho nunca morresse e ela tivesse que ficar viúva... Que pensa que jamais vai achar ninguém que a ame de verdade, pelo que não faz diferença continuar com seu algoz, pelo menos enganando talvez as pessoas, que pensarão, quem sabe, que ela tem alguém que a ama, e não um verdugo. Enfim, todos esses pensamentos decorrem do fato de que ela mesma não sabe que não se ama, não conhece os seus direitos e a sua dignidade enquanto mulher. Esta, em outras, é uma das causas principais que contribuem grandemente para a sua derrota efetiva.

A Verdadeira integridade de uma mulher não pode ser medida através dos sentimentos dos homens ou das exigências da sociedade. Ao contrário, a mulher íntegra é aquela cujo caráter é formado pela palavra de Deus. Não há outro modelo. (extraído)

Precisamos nos avaliar constantemente, sem medos. Importa ter sempre presente a certeza de que realmente estamos sendo o reflexo de nós mesmas ou se somos o resultado do molde a que nos submetemos por temor de inadequação, da censura, ou de não nos conhecermos, consequentemente, não poderemos ajustar-nos ao padrão de mulher segundo o coração de Deus.

Somos originais, como estabeleceu o Criador. Apesar de formadas da mesma matéria, temos nossas próprias identidades, portanto, cada uma de nós é única. Somos femininas e não podemos ter receio de assumirmos as nossas fragilidades, as nossas características físicas e emocionais. Ajustando-nos à nossa realidade teremos de nós a mesma visão que Deus tem, seremos então mulheres seguras, sem medos, amaremos as realizações, nos incluiremos no contexto social com firmeza e determinação.

A grandeza da mulher não está na sua beleza externa: “Enganosa é a graça, e vã a formosura, mas a mulher que teme Ao Senhor, essa será louvada.” Provérbios 31:30.

“Maridos, vós, igualmente, vivei a vida comum no lar, com discernimento; e, tendo consideração para com a vossa mulher, como parte frágil, tratai-a com dignidade, por que sois, juntamente, herdeiros da mesma graça de vida, para que não se interrompam as vossas orações.” 1ª Pedro 3:7.

Muitas mulheres se rebelam diante do mandamento: Mulheres, sede vós, igualmente, submissas a vosso marido, para que, se ele não obedece à palavra, seja ganho sem palavra alguma, por meio do procedimento de sua esposa. Ao observar o vosso honesto comportamento cheio de temor. (1ª Pedro 3:1,2). Isso decorre certamente do fato de não haverem analisado o mandamento dirigido ao homem: “Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a Si mesmo Se entregou por ela.” Efésios 5:25.

Partindo dessa premissa, é evidente que a tarefa do homem é extremamente mais difícil, dado o fato de que nenhum ser humano está amoldado o suficiente para viver a vida comum do lar. Em decurso, o homem terá que ter longanimidade no dia a dia como Jesus tem para com a igreja.

Se o marido obedece a este mandamento, a submissão, que não se refere a servilismo, será um prazer para a esposa. Ela terá um amigo, protetor, amante, companheiro, confidente, em fim, a pessoa ideal.

Se ele desobedece, temos ainda a esperança de que a mulher sábia ganha o marido em silêncio, além de que temos mitos a serem derrubados,
Como por exemplo:
1 – Meu estado de mente é determinado pelo ambiente.
2 – As pessoas não podem mudar.
3 – Você está num mau casamento, há somente duas opções: resignar-se à
uma vida de miséria ou cair fora.
4 – Algumas situações são sem esperança.

Reformulemos nossa postura para estas verdades relacionadas a seguir encarando o casamento de uma maneira positiva:

1 – Eu sou responsável pela minha própria atitude.
2 – Atitudes afetam ações.
3 - Eu não posso mudar os outros, mas eu posso influenciá-los.
4 – Minhas ações não devem ser controladas por minhas emoções.
5 – Admitir minhas imperfeições não significa que eu sou um fracasso.
6 – O amor é a arma mais poderosa para o bem no mundo. (Dr. Gary Chapman).

Portanto, mulher: por que choras? Sequemos as lágrimas e partamos para a luta, certas de que o Criador está em parceria conosco, porque melhor que nós mesmas, Ele Se apercebe das nossas carências e fragilidades e não tira os olhos de nós, nem os seus ouvidos se cansam de ouvir o nosso clamor. Pra. Guiomar Barba.

Quinta-feira, 5 de Junho de 2008

"O CRIME DE BESTIALIDADE"


Extraído do blog "Filhos de Um Deus Menor", de um amigão do velho continente, de Portugal, um mundo diferente, mas, como percebemos, os homens são iguais qualquer que seja a cultura, o coração do homem se inclina para onde ele se propõe. A Bíblia tem razão.


(O termo "sexo dos anjos" em portugal é como dizer discussão inútil, sem futuro, porque se defende que anjos não têm sexo).


Entre as ofensas à dignidade humana contam-se, especialmente, os crimes de luxúria, contra a honestidade, os sexuais, rigorosamente previstos e punidos pelas velhas legislações. Mas, ainda assim, quanto aos quais se verifica, nos últimos tempos, uma notória tendência para a despenalização, salvo quando envolvem violências físicas não consentidas.
O crime de bestialidade (o homem, ou a mulher, que mantém tratos de sexo com um animal), ofende a própria dignidade da pessoa que o pratica. Este crime, como todos os crimes sexuais, em geral, foram sempre punidos com extrema severidade. A verdade é que, actualmente, em Portugal - como em outros Estados agnósticos -, tais praticas foram removidas dos quadros penais. Os Estados agnósticos tendem a ignorar a maior parte das aberrações sexuais. O crime de bestialidade, já previsto e punido com a morte pelo Antigo Testamento: « Se um homem se ajuntar com um animal, será punido com a morte, e matereis o animal. Se uma mulher se aproximar de um animal para se ajuntar com ele, matá-la-ás, assim como ao animal» (Levítico, 20) , pelas mais diversas legislações (Direito Canónico, Ordenações Filipinas) e pelos costumes dos mais variados povos, não tem hoje tipificação no sistema juridíco português.
Resta, então, com a prática de tal conduta, a existência, quanto muito, de uma violação ética ou de um pecado religioso.
Se considerarmos que os valores éticos e religiosos se encontram degradados;
Se considerarmos que a protecção à dignidade humana esta em crise;
As aberrações de todos os tipos (incesto, adultério, esturpo, violação, poligamia) começam a ganhar espaço e, em consequencia, o processo de degradação do trato humano - que implica um aumento da criminalidade - será uma cruel realidade com a qual se terá de contar nos próximos tempos.
Entretanto, o "sexo dos anjos" e o aumento dos combustíveis, parecem preocupar mais a comunidade de pensadores, monopolistas e politicos...
Há muito tempo que foi esquecido o sentido de justiça e o de vergonha. Sob pena de nos dissolvermos no pior dos infernos, urge reflectir. O tempo já mostrou à sociedade que o princípio leninista de que “os fins justificam os meios”, não é propriamente uma boa orientação para a Humanidade. O mesmo se podendo dizer, daquele episódio histórico-bíblico onde um certo senhor Pilatos lavou as mãos em público…
Só seremos cidadãos conscientes quando tivermos a percepção detalhada do "secreto" mundo que nos move.
Como disse Balsac, «a nossa consciência é um juiz infalível enquanto não a assassinamos».
Paulo

Terça-feira, 3 de Junho de 2008

A SALVAÇÃO É INDIVIDUAL






Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu O Seu Filho unigênito, para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna. João 3:16.
Somos predestinados segundo a presciência de Deus: Eleitos, segundo a presciência de Deus Pai, em santificação e do Espírito, para a obediência e a aspersão do sangue de Jesus Cristo, graça e paz vos sejam multiplicadas. (1ª Pedro 1:2).
Não há acepção, o indulto foi concedido a todos de igual modo: Porque pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus. Efésios, 2:8.
Todas as criaturas foram incluídas neste imenso amor de Deus e gozam da liberdade de achegarem-se ao trono da graça e, em arrependimento, receberem a absolvição pelos seus pecados cometidos. No entanto, muitos acreditam que por haverem alcançado esta graça, seus filhos e familiares estarão incluídos, baseando-se na profecia de Paulo para o carcereiro: Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa. Atos 16:31.
É bem claro que esta promessa foi dada em uma inspiração profética do Espírito Santo direcionada ao carcereiro e não a todos quantos cressem, se não, vejamos:
Pois, como sabes, ó mulher, se salvarás teu marido? Ou, como sabes, ó marido, se salvarás tua mulher? 1ªCoríntios 7:16.

Estarão divididos: pai contra filho, filho contra pai; mãe contra filha , filha contra mãe; sogra contra nora, e nora contra sogra. Lucas, 12:53.

Digo-vos que, naquela noite, dois estarão numa cama; um será tomado, e deixado o outro. Lucas 17:34.

E o que diríamos dos filhos do sacerdote Eli? “Eram, porém, os filhos de Eli filhos de belial; não conheciam ao Senhor.” 1ª Samuel 2:12.

Muitas outras referências poderíamos citar, mas creio que registramos o suficiente.

Outros crêem que seus filhos são filhos da promessa respaldando-se na conclusão que extraem desta promessa: “vós, porém, irmãos, sois filhos da promessa, como Isaque.” Gálatas 4:28.

Deus prometeu literalmente a Abraão um filho e que nele seriam abençoadas todas as nações da terra. (Gênesis 26:4b).

Quanto a nós, Paulo afirma: Isto é, estes filhos de Deus não são propriamente os da carne, mas devem ser considerados como descendência os filhos da promessa. Romanos 9:8.

“Sabei, pois, que os da fé é que são filhos de Abraão.”
Ora, tendo a Escritura previsto que Deus justificaria pela fé os gentios, preanunciou o evangelho a Abraão.
De modo que os da fé são abençoados com o crente Abrão. Gálatas 3:7-9.

Paulo nos traz uma luz clara: Isto afirmo, irmãos, que a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção herdar a incorrupção. 1ª Coríntios 15: 50.

Todos temos que fazer morrer a nossa velha natureza e sermos lavados no sangue de Jesus se desejamos herdar a vida eterna. Assim como o purgatório ou rezar pela alma após a morte, reencarnação, não tem poder de nos purificar de pecados - como diz a própria palavra: “Ao irmão, verdadeiramente, ninguém pode remir, nem pagar por ele a Deus o seu resgate, pois a redenção da alma deles é caríssima, e cessará a tentativa para sempre.” (Salmo 49:7,8) - não podemos também criar atalhos para os nossos, por mais preciosos que nos sejam. A salvação pertence Ao Senhor e a oportunidade a todos.
Evangelizemos, oremos e sejamos acima de tudo luz para os nossos e para tantos quantos nos rodeiam. Pra. Guiomar Barba.

Quinta-feira, 29 de Maio de 2008

SEM PEDRAS



“Também Eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.” Mateus 16:18.

Sinto doer o meu coração quando leio acusações veementes contra a igreja de Cristo, mas, doloroso ainda por serem provenientes de membros do corpo, que chegam a dispensar a igreja como se houvessem recebido particular revelação de Deus neste sentido e apedrejam a Igreja de Cristo, sem discernimento, enfeixam joio e trigo, esquecem-se que haverá uma separação reservada à digna e única autoridade: O Senhor da ceara, no tempo próprio.
Sabemos que o ser humano nunca foi diferente, os fariseus sempre existiram e continuarão permeando todos os segmentos da sociedade, no entanto, não serão empecilhos para que Deus continue comunicando-se e sendo amigo do Seu povo, o profeta Amós é claro: “Certamente, O Senhor Deus não fará COISA ALGUMA, sem primeiro revelar o Seu segredo aos Seus servos, os profetas.” Amós 3:7.
Deus estava sempre empenhado em corrigir o Seu povo por exortações, castigos, conforme Sua onisciência e soberania, mesmo aos hipócritas, cínicos, soberbos, dominadores de rebanho, as estrelas, os sectaristas, Ele continua estendendo a Sua misericórdia em longanimidade como o fez a Jezabel:
Tenho, porém, contra ti o tolerares que essa mulher, Jezabel, que a si mesma se declara profetisa, não somente ensine, mas ainda seduza os Meus servos a praticarem a prostituição e a comerem coisas sacrificadas aos ídolos.
“Dei-lhe tempo para que se arrependesse; ela, todavia não quer arrepender-se da sua prostituição.” Apocalipse 2:20,21.

E não tenho dúvidas que tem muita gente parecendo joio que se transformará em vinho vertido se realmente for discipulado, amado e disciplinado. Somente os olhos de Deus, que perscrutam o coração do homem, descobrem esses grãos preciosos que ainda não morreram...

Se existe, ainda que seja um grande número de pessoas que não aprendeu e não querem aprender a tratar com o rebanho de Cristo, não podemos denominá-los de “igreja”. A igreja de Cristo invisível está espalhada por toda a terra, ainda que se dê uma outra conotação ao termo, fica explicito que se está injuriando o povo que se ajunta em templos; e quem somos nós para julgarmos quem aí está se é joio ou trigo, embora esteja no momento agindo como joio?
Por outro lado, se um determinado agrupamento ou vários não ensinam ou não julgam com sabedoria certos problemas comportamentais no seu meio, não se pode interpretar que ele creia que o assunto está resolvido. Não podemos determinar seu silêncio e muito menos julgá-lo como omisso e covarde e assassino dos seus próprios filhos sem conhecermos as causas e nos oferecermos para somarmos nossos esforços pela saúde do grupo.
Se vociferamos contra a igreja por práticas suspeitas que ocorram em alguns ou vários currais, sem contribuirmos com eles para mudança, não temos o direito de denegrir, condenar e propagar difamação contra parte da igreja que reúne-se ali, porque mesmo com todas as enfermidades, o evangelho está sendo pregado e, com certeza, Deus levantará intercessores que gemam pela saúde do grupo.

“Para que, pela igreja a multiforme sabedoria de Deus se torne conhecida, agora, dos principados e potestades nos lugares celestiais.” Efésios 3:10.

Paulo, exortava, ensinava, repreendia, mas em nenhum dos seus escritos vemos o apóstolo referindo-se à igreja com ironia, desrespeito, acusações, como se ele mesmo não fizesse parte do corpo, mas fosse apenas um mero espectador.
Mesmo a igreja de Corinto, com todas as suas mazelas, não foi tratada por Paulo a pedradas, como fazem os “santos críticos” de hoje.

Temos os exemplos dos reis e profetas que se prostravam diante de Deus pelo povo e não se consideravam isentos de culpas, embora não houvessem praticado os mesmos pecados e nem tampouco fossem coniventes com as transgressões de Israel.

“No primeiro ano do seu reinado, eu, Daniel, entendi, pelos livros, que o número de anos, de que falara O SENHOR ao profeta Jeremias, que haviam de durar as assolações de Jerusalém, era de setenta anos.
Voltei o rosto ao Senhor Deus, para O buscar com oração e súplicas, com jejum, pano de saco e cinza.
Orei ao SENHOR, meu Deus, confessei e disse: ah! Senhor! Deus grande e temível, que guardas a aliança e a misericórdia para com os que te amam e guardam os teus mandamentos; temos pecado e cometido iniqüidades, procedemos perversamente e fomos rebeldes, apartando-nos dos teus mandamentos e dos teus juízos; não demos ouvidos aos teus servos, os profetas, que em Teu nome falaram aos nossos reis, nossos príncipes e nossos pais, como também a todo o povo da terra.
A ti, ó Senhor, pertence a justiça, mas a nós, o corar de vergonha, como hoje se vê; aos homens de Judá, os moradores de Jerusalém, todo o Israel, quer os de perto, quer os de longe, em todas as terras por onde os tens lançado, por causa das suas transgressões que cometeram contra ti.
Ó SENHOR, a nós pertence o corar de vergonha, aos nossos reis, aos nossos príncipes e aos nossos pais, porque temos pecado contra ti.
Ao Senhor, nosso Deus, pertence a misericórdia e o perdão, pois nos temos rebelado contra ele
e não obedecemos à voz do SENHOR, nosso Deus, para andarmos nas suas leis, que nos deu por intermédio de seus servos, os profetas.
Sim, todo o Israel transgrediu a Tua lei, desviando-se, para não obedecer à Tua voz; por isso, a maldição e as imprecações que estão escritas na Lei de Moisés, servo de Deus, se derramaram sobre nós, porque temos pecado contra Ti.” Daniel 9:2-12.

Esta deve ser a nossa postura: “a nós nos cabe corar de vergonha”, porque todos nós pecamos. Se Deus olhar iniqüidade em nós, um sequer de nós se salvará. Não há ninguém bom, somente Deus; somos todos justificados pela infinita graça e misericórdia do Pai.
A igreja de Cristo é a noiva invisível, que está sendo tratada, forjada, para ser arrebatada sem mácula e sem ruga.
Tenhamos cuidado quando nos referimos à igreja, Seu noivo a ama profundamente e tem zelo por ela. Se somos membros do corpo, não podemos agredi-lo sem que nós mesmos sejamos machucados. Usemos o nosso talento com amor em prol dela e não a acusemos em detrimento de nós mesmos.
Doída, Pra. Guiomar Barba.

Segunda-feira, 26 de Maio de 2008

O GRÃO DE TRIGO



Em verdade, em verdade vos digo: se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, produz muito fruto. João 12:24.

É interessante como Jesus escolheu propositadamente o “grão de trigo”, sabendo que estava referindo-se a Ele, O Pão partido e repartido entre nós.
Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão; e, tendo dado graças, o partiu e disse: isto é O Meu corpo, que é dado por vós. 1ª Coríntios 11: 23,24.

Jesus morreu literalmente no corpo, alma e espírito por nós, para que nós tivéssemos vida abundante trinitariamente. Ele se fez pecado, por essa razão morreu também em espírito. Ali na cruz, Ele foi plenamente separado de Deus pelos nossos delitos de pecado, no entanto, não ficamos isentos de morte, temos que fazer morrer com Ele o nosso homem velho, para, a exemplo de Cristo, frutificarmos.
Ainda que nós, como sementes pequenas e sem expressão aparente, não podemos esquecer que o grão é em si um potencial, por mais minúsculo que seja, sua capacidade é cobiçada pelo lavrador. Referindo-Se ao grão de mostarda, Jesus disse que era a menor semente, mas que, crescida, é maior do que as hortaliças, e se faz árvore, de modo que as aves do céu vêm aninhar-se nos seus ramos. (Mateus 13: 31,32).
O mais difícil, no entanto, é realmente esta morte morosa que nós mesmos provocamos com essa facilidade que temos de retroceder. Começamos a matar a nossa carne, negando-lhe o que a robustece e de repente, por um instantezinho de deleite, a revigoramos.
O pior é que nem sempre o que nos leva a mantê-la viva são os apetites externos, ao contrário, muito mais são aqueles pecados que nos mantém a alma presa na masmorra fria, pegajosa, escura, escorregadia e traiçoeira da mentira, inveja, cobiça, hipocrisia, falsidade, maledicência, lasciva, amargura, intriga, maldade, disputa, vulnerabilidade, calúnia, dissensão, e do ciúme, ódio, julgamentos, e de tantas outras mazelas que nos poluem e nos embaçam interiormente, impedindo que a luz de Cristo seja refletida através de nós. Temos uma terrível facilidade de nos acomodarmos a eles por estarem ocultos justamente ai neste calabouço que nos facilita camuflar o exterior com uma roupagem de “falsa santidade”.
Mas, se realmente somos sinceros no nosso desejo de servir aquEle a quem amamos, nosso coração desesperado cantará esta canção:

NO BASTA

No basta solo con cantar,
No basta solo con decir,
No es suficiente solo con querer hacer,
Es necesario morir.
No basta solo con soñar,
No basta solo con pedir,
No es suficiente solo con querer tener,
Es necesario morir.
CORO: Dame tu vida,
esa clase de vida que sabes dar,
Dame tu vida, yo quiero vivir solo para ti,
Dame tu vida,
resucitame en ti,
Yo quiero vivir solo para ti.

Sim! Aquele que nasceu de novo não suportará viver uma vida dupla, O doce Espírito Santo, cheio de amor e ternura, estará nos convencendo de pecado, de justiça e de juízo até que nosso coração contrito se renda àquEle que É, e que há de ser por toda a eternidade. Lutemos, para crucificar a nossa carne e não nos esqueçamos de amar e encorajar aqueles que, como nós, estão nesta mesma batalha ou mesmo a aqueles que ainda não se aperceberam, porque estão envolvidos demasiado com os “pecados externos.”
O dedo em riste é perigoso. Cuidemos dos nossos dedos.

“Aquele, pois, que pensa está em pé veja que não caia.” 1ª Coríntios 10:12.
“Porque o juízo é sem misericórdia para com aquele que não usou de misericórdia. A misericórdia triunfa sobre o juízo.” Tiago 2:13
Pra. Guiomar Barba.

Quinta-feira, 22 de Maio de 2008

NOSSA EX-MINISTRA MARINA




(Recebi esta carta do meu amigo pastor André fazendo suas considerações, e o desabafo do Pr. Ricardo Gondim sobre a ex-ministra do Meio ambiente).
Guio,
A Marina Silva, sempre me inspirou profundamente como pessoa por sua conduta ética, guerreira e serena e claro por todo o seu passado! Tenho muito respeito pela sua conduta como cristã nesse meio de lobos. Bom se 10% dos políticos evangélicos fossem como ela é, sem falcatruas, sem ostentações, sem manipulação da massa evangélica!
Sempre percebi como os evangélicos nunca deram muita importância para ela e eu atribuo essa falta de importância ao fato dela nunca se utilizar da condição de evangélica para se eleger a nada, como foi o caso de tantos e tantos que assim o fizeram, enganando muitas pessoas incautas e sem percepção do que está por trás daquele político vampiro com título de evangélico!
Sua luta pela preservação do meio ambiente também parece ser algo que não importa muito ao mundo evangélico.
Também é muito salutar que ela não se utilize dos jargões evangélicos para nada, ela simplesmente é e fez o que de maneira tão tolhida lhe foi possível fazer!
De fato é uma das poucas personalidades na política que me orgulho e não tenho vergonha!
É daquelas que gostamos de saber: esta professa o nome do Senhor!!!
Beijos,
André Soares
21.05.2008 Marina, minha irmã de fé.
Ricardo Gondim.

Já fazia algum tempo que não sentia simultaneamente orgulho e tristeza pela postura de algum evangélico. Refiro-me à demissão da ex-ministra Marina Silva.

Eu a conheci pessoalmente em um evento sobre fé e justiça onde partilhamos nossas idéias. Mas fora os abraços formais de despedida, nunca mais tive qualquer contato com a senadora.

Guardo, porém, uma admiração profunda por esta mulher. Para mim, Marina Silva faz parte do seleto panteão das pessoas extraordinárias. Sua conduta e testemunho de vida no Ministério não foram apenas impecáveis, mas inspiradores. Marina foi um Davi que nunca se acovardou diante de inúmeros Golias. Ela enfrentou a volúpia dos encastelados no poder, a gula desenfreada dos latifundiários da Amazônia, o rolo compressor dos cartéis internacionais e a irresponsabilidade de tecnocratas míopes, que só analisam gráficos. No Ceará, dizemos que gente assim é “madeira de lei.”

No “Painel do Leitor” da Folha de São Paulo de 16 de maio de 2008, Stalmir Vieira escreveu sobre a demissão de Marina: “No mundo encantado do poder, ocupado por ex-subversivos e ex-torturados, hoje bochechudos, rosados e de cabelos bem arranjados, o único papel que caberia a uma mulatinha magrinha, que jamais aceitou abandonar suas origens, seria o de servente. Ela não topou”.

Não penso só em Marina Silva quando lamento a sua demissão, mas nos rios, nos santuários ecológicos que se degradarão, nos mognos contrabandeados. Estou triste pela chuva ácida, pelos plásticos boiando, pelos aeroportos interditados com fumaça. O governo preferiu perder uma cabocla para prestigiar um “drag-queen cultural”. O acadêmico que vai tocar o PAS (Plano Amazônia Sustentável) veio do Norte, não sabe a diferença entre um papagaio e uma arara, e fala com sotaque de gringo – parece um missionário que faltou às aulas de português. Marina Silva nunca desaprendeu os regionalismos. No dia em que sentei do seu lado, não me senti perto de uma ministra, mas de uma nortista cheia de brios.

O empobrecimento ético dos evangélicos é notório e Marina Silva destoa. Portanto, quando não der para sentir orgulho dos crentes brasileiros, nos inspiremos em nossa irmã.
Soli Deo Gloria.


Concordo plenamente com nossos queridos pastores e sinto a dor de havermos perdido uma ministra de moral ilibada, diga-se a verdade: espécie em extinção. Pra. Guiomar Barba.

Segunda-feira, 19 de Maio de 2008

SEJAMOS LONGÂNIMOS


Tenho estado atenta às vozes que clamam contra pastores que enclausuraram Jesus dentro de quatro paredes e criaram ditames para os seus seguidores, estando preparados para punir ao seu bel prazer qualquer ovelha que deslize; atenta também aos pastores que vivem sob a máscara de santidade e, no entanto, estão corroídos por pecados que se ocultam nos recônditos dos seus corações e arbitrariamente, ao ensino da palavra, dominam o rebanho como se fosse propriamente seu.

Nasci em um lar evangélico, meu pai era pastor de uma igreja pentecostal, linha de ferro. Lembro-me que um dia, lá do púlpito, ele me ordenou que desfizesse o rabo de cavalo que estava no meu cabelo. Com as lágrimas rolando pela minha face, sob os olhares de vários membro deixei que minha mãe, que estava ao meu lado, desfizesse o penteado.
Lembro-me que jogar Ioiô era pecado, ir a um parque de diversão, cinema, assistir televisão, nem pensar. Meu Deus, poupo meu leitor de saber por que sofri uma disciplina da igreja, que consistia em ficar suspensa da santa ceia, até receber uma comissão em casa, demonstrar arrependimento pelo “pecado” cometido e retornar a convivência dos “santos”.
Foi exatamente após esta disciplina que, me sentindo totalmente injustiçada, decidi romper com a tradição religiosa e, por falta de um conhecimento claro do caminho, abandonei a igreja, mergulhando de cabeça no mundo mesmo. Como eu acreditava plenamente no evangelho antes de abandonar tudo que eu cria, ainda me envolvi com uma igreja batista tradicional, que me acolheu com amor, mas, por ser menor, foi solicitada à minha mãe permissão para que eu fizesse parte daquela congregação, mas ela foi taxativa: ela vai ficar na pentecostal. O que ela não pôde ouvir foi o grito do meu coração: nem aqui e em nenhuma... Durante longos nove anos e meio me alimentei das alfarrobas e das amarguras contra o farisaísmo da igreja. Quanto desperdício...

Mas com esta exposição trago à memória o caminhar não só do meu pai, mas também de outros pastores e irmãos que conheci. Homens e mulheres que amavam ao Senhor na sua ignorância. Falo principalmente do exemplo de casa, meu pai era um homem comprometido com os pobres, com a alma dos pecadores, pôs sua vida em jogo muitas vezes para salvar almas do inferno. Lembro-me de seus gemidos, várias vezes ao dia junto com minha mãe ou só, com a porta do quarto fechada. Lembro-me como o criticaram por negligenciar a família no que concerne a procurar meios econômicos para nos oferecer uma vida melhor. Ele vivia em função de evangelismo no sertão de Pernambuco, nos lugares mais inóspitos, e quando chegava em casa parecia um garotão sentado no chão com os filhos contando sobre as matutices das pessoas com quem ele trabalhava e amava. Nunca o vi em busca de crédito humano ou preocupado com estrelismo. Seu exemplo de amor e dedicação resultou em que seus filhos, hoje, abraçassem o ministério: cinco de nós somos pastores e dois são atuantes nas igrejas onde congregam.

Recebi hoje o convite de um pastor para dar palestra e pregar em um mini-congresso para mulheres em Sergipe, Em meio às coordenadas, ele me perguntou se eu lembrava quando estive na sua cidade e ele com outras pessoas me criticaram pelo cabelo curto... Realmente não me lembrava, mas lhe adverti que eu havia cortado recentemente meu cabelo, e ele contestou: não irmã, agora é diferente, tenho outra visão.

Conversando com um pastor das Novas Assembléias muito recentemente, ele, com lágrimas, me disse: “irmã, eu estou mudando, eu não tinha coragem de ficar sem camisa, de pôr uma bermuda, de bater uma pelada na praia, não podia nem pensar em mulher no púlpito, era muito exagerado em “não-podes”, mas Deus está me ensinado a amar”. Aleluia! Nós conversamos várias vezes sobre muitas coisas que se referem a usos e costumes e sempre tínhamos desentendimentos, mas, agora posso testemunhar que realmente ele tem aberto o seu coração para mudanças, não só ele, mas muitos outros que conheço têm reconhecido que estavam vivendo os seus evangelhos.

Portanto, tenhamos cuidado ao vociferar contra estes supostos “fariseus”, para não estarmos caindo no pecado de julgar segundo a vista dos nossos olhos ou ouvir dos nossos ouvidos. Jesus tinha autoridade para chamar pelo nome o pecado que estava no mais profundo do coração dos falsos cristãos ou seguidores da lei, porque Ele conhecia o interior do homem e também as suas pretensões, mas, nós, ao julgarmos, poderemos estar condenando ao inferno, em nome da nossa visão clara e aberta, o trigo que ainda não foi separado do joio pelo dono do reino e, em conseqüência, agindo como verdadeiros fariseus hipócritas, criticando os seus procedimentos em detrimento deles.
Portanto, se queremos que a igreja de Cristo seja purificada, não devemos aborrecê-los, como se não fizéssemos parte dela, como se estivéssemos de fora, como meros espectadores aptos para fazer o julgamento apenas, mas sim, como parte do corpo, devemos chorar e gemer pelas feridas que corroem como câncer a igreja, oferecer nossos talentos como oferta Ao Senhor, para que Ele possa contar conosco na restauração do corpo e tabernacular em nós com alegria.
Pra. Guiomar Barba.
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