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Terça-feira, 22 de Abril de 2008

ÓPIO DO POVO? - Um texto do Rabino Jonathan Sacks





Ópio do povo? Nada nunca foi menos opiáceo do que essa religião de sagrado descontentamento, de insatisfação com o status quo. Abraão, Moisés, Amos e Isaías lutaram em nome da justiça e dignidade humanas. Enfrentaram padres e reis; sem medo, discutiram com Deus. Essa marca, feita pela primeira vez por Abraão, nunca perdeu a força. Sua expressão mais poderosa se encontra em Jó, com certeza o livro mais contestatório a fazer parte de um cânone de escrituras sagradas. Seu eco é ouvido, e ouvido outra vez através dos tempos no Midrash rabínico, nas kinót (lamentos) da Idade Média, nos contos chassídicos e na literatura do Holocausto. No judaísmo, fé não é aceitação. É protesto contra o mundo tal qual é em nome do mundo como ainda não é, mas deveria ser. A fé não reside na resposta, mas na pergunta - e quanto maior o ser humano, mas eloqüente sua pergunta. A Bíblia não é ópio metafísico, mas precisamente o oposto. Seu propósito não é transportar aquele que crê a um paraíso particular. É isto sim, o desejo apaixonado, contínuo, de trazer o paraíso até a terra. Até conseguirmos, ainda há trabalho a fazer.
Algumas culturas isentam o ser humano da responsabilidade, levando-nos para longe do mundo de dor rumo a um estado de beatitude, êxtase, enlevo. Elas nos ensinam a aceitar o mundo como é e a aceitar a nós mesmos do modo que somos. Promovem paz de espírito, o que não é pouca coisa. Judaísmo não é paz de espírito. “Os justos não têm descanso, não neste mundo nem no próximo”, diz o Talmud. Eu continuo admirado diante do desafio que Deus nos deu: o de sermos diferentes, iconoclastas do politicamente correto, de personificarmos o ponto de interrogação assinalado por Ele diante da sabedoria convencional vigente, de construirmos, transformarmos, consertarmos o mundo até que ele se torne um lugar digno da Presença Divina - tudo porque nós aprendemos a honrar a imagem de Deus que é a humanidade.
Acreditar na Bíblia requer coragem. Não é para os fracos de coração. Sua visão do universo em nada é reconfortante. Podemos ser livres, podemos ser afluentes, mas em Pêssach comemos o pão da aflição e sentimos o gosto amargo das ervas da escravidão. Em Sucot, nós nos sentamos em barracos e aprendemos o que é não ter um lar. No Shabat, vivemos na prática nosso protesto contra uma sociedade movida pela produção e consumo incessantes. Todos os dias, falamos em nossas preces de Deus “que proporciona justiça aos oprimidos, e dá alimento aos famintos… liberta os agrilhoados… abre os olhos dos cegos e reergue os caídos… protege os peregrinos; ao órfão e à viúva Ele reanima…” (Salmos 146:7-9). Imitar Deus é estar alerta à pobreza, ao sofrimento e à solidão do próximo. O ópio elimina a sensibilidade à dor. A Bíblia nos faz senti-la.
É impossível se comover com os profetas e não ter consciência social. A mensagem que transmitem em nome de Deus é uma: O mundo não vai melhorar sozinho. E não se tornará um lugar mais humano se delegarmos a outros - políticos, articulistas, apologistas profissionais - a tarefa nossa de trazer a redenção. A Bíblia hebraica não começa com o apelo do homem a Deus, mas com Deus nos chamando, a cada um de nós, exatamente aqui onde estamos. “Porque, se de todo te calares agora”, diz Mordechai a Ester, “de outra parte se levantarão para os judeus socorro e livramento… quem sabe se não foi para este momento que chegaste ao reinado?” (Ester 4.14) Esta é a pergunta que Deus nos faz. A resposta é sim. Se não fizermos o que nos cabe, talvez outros façam. Mas não teremos, então, compreendido porque estamos aqui e o que somos intimados a fazer. A Bíblia é o chamado de Deus à responsabilidade humana.
(Rabino Jonathan Sacks, Para Curar um Mundo Fraturado - A ética da responsabilidade, Editora e Livraria Sêfer, São Paulo. Pág. 42-43)
Concordo absolutamente com o rabino, nossa responsabilidade deve ser compreender qual é a nossa missão aqui nesta terra e realizá-la, enquanto temos vida. Um dia prestaremos conta. Façamos para O Senhor. Pra. Guiomar Barba.

Sexta-feira, 18 de Abril de 2008

SEM DENGUE, SEM CONIVÊNCIA COM A PREFEITURA




Assunto: En: Café, a nova arma... (IMPORTANTÃSSIMO!!!! )
Data: quarta-feira, 14 de março de 2007.
Café, a nova arma contra o mosquito da dengue. MAS VOCÊS SABEM PORQUE ISSO NÃO É DIVULGADO NÉ? AS PREFEITURAS ARRECADAM TODOS OS ANOS UMA POLPUDA VERBA EXTRA POR CONTA DO MOSQUITINHO! !!
POR QUE ACABAR COM ELE!?!?!?
GENIAL E IMPORTANTE!!! NÃO DEIXEM DE REPASSAR A TODOS!!! VERÃO E DENGUE ANDAM JUNTOS.
Uma cientista paulista, a bióloga Alessandra Laranja, do Instituto de Biociências da UNESP (campus de São José do Rio Preto), durante a pesquisa da sua dissertação de mestrado, descobriu que a borra de café produz um efeito que bloqueia a postura e o desenvolvimento dos ovos do Aedes aegypti.
O processo é extremamente simples: o mosquito pode ser combatido colocando-se borra de café nos pratinhos de coleta de água dos vasos, no prato dos xaxins, dentro das folhas das bromélias, e a borra de café, que é produzida todos os dias em praticamente todas as casas tem custo zero.
O único trabalho é o de colocá-la nas plantas, inclusive sendo jogada sobre o solo do jardim e quintal. Os especialistas em saúde pública, entre eles médicos sanitaristas, estão saudando a descoberta de Alessandra, uma vez que, além da ameaça da Dengue 3, possível de acontecer devido às fortes enxurradas de final de ano, surge outra ameaça, proveniente do exterior: a da Dengue tipo 4.
Conforme explica a bióloga, 500 microgramas de cafeína da borra de café por mililitro de água bloqueia o desenvolvimento da larva no segundo de seus quatro estágios e reduz o tempo de vida dos mosquitos adultos.
Em seu estudo ela demonstrou que a cafeína da borra de café altera as enzimas esterases, responsáveis por processos fisiológicos fundamentais como o metabolismo hormonal e da reprodução, podendo ser essa a causa dos efeitos verificados sobre a larva e o inseto adulto.
A solução com cafeína pode ser feita com duas colheres de sopa de borra de café para cada meio copo de água, o que facilita o uso pela população de baixa renda e pode ser aplicada em pratos que ficam sob vasos com plantas, dentro de bromélias e sobre a terra dos vasos, jardins e hortas.
O mosquito se desenvolve até mesmo na película fina de água que às vezes se forma sobre a terra endurecida dos jardins e hortas, também na água dos ralos e de outros recipientes com água parada (pneus, garrafas, latas, caixas d'água etc.).
"A borra não precisa ser diluída em água para ser usada", diz a bióloga. Pode ser colocada diretamente nos recipientes, já que a água que escorre depois de regar as plantas vai diluí-la.
Ou seja: ela recomenda que a borra de café passe a ser usada, também, como um adubo ecologicamente correto. Atualmente, o método mais usado no combate ao Aedes aegypti é o aspersão dos inseticidas organofosforados, altamente tóxicos para homens, animais e plantas.
Que tal colaborarmos, repassando a mensagem e aplicando a borra de café???

Estamos fazendo a nossa parte, repassando, na esperança de auxiliar no combate a este mal tão grave.

Pra. Guiomar Barba.

Quarta-feira, 16 de Abril de 2008

DIGAM A VERDADE



Dói-me a alma diante das romarias, sempre que as vejo geme meu coração. Culto ou leigo, o homem que não teve um encontro pessoal e profundo com Deus se deixa delirar sob a magia do suposto sobrenatural . Seu anelo pelo transcendente é tão intenso que o leva a conceber visões celestiais de figuras engendradas inescrupulosamente com fins lucrativos.
Percebemos o desvelado cuidado de Deus nesta advertência quanto às visões “celestiais”, que fiz questão de traduzir da bíblia em espanhol para o português, visto que a versão Deus Fala Hoje, da Bíblia Católica Sociedades Bíblicas Unidas, para mim é bem mais clara.“Guardai, pois, cuidadosamente a vossa alma (Shedd). No dia em que O Senhor falou com vocês no meio do fogo, no monte Horebe, vocês não viram nenhuma figura.” (ou seja, não tiveram nenhuma visão). Tenham, pois, muito cuidado de não cair na perversão de fazer figuras que tenham forma de homem ou de mulher, nem figura de animais, aves, répteis, ou peixes. E quando olhem o céu e vejam o sol, a lua e as estrelas e todos os astros, não caiam na tentação de adorá-los, porque O Senhor seu Deus criou os astros para todos os povos do mundo. Deuteronômio 4:15-19.
Não ignoremos que a responsabilidade da continuidade desses cultos pagãos é da igreja católica, que conhecendo que Deus sempre repudiou a idolatria, disseminou-a, na mesma transgressão em que criaram as missas pelas almas do purgatório, quando sabem que o único meio de obtermos purificação das nossas almas é através do Sangue de Jesus. ‘Se, porém, andarmos na luz, como Ele na luz está, mantemos comunhão uns com os outros e O Sangue de Jesus, Seu Filho, nos purifica de todo pecado. ’ (1ª João 1:7). Mas como o sangue não traz proveitos financeiros, não existem gotas dele para serem vendidas, graças a Deus, o preço seria exorbitante, se encontram outros meios de ganhos.
Venderam indulgências para que fins? A indulgência é a remissão (parcial ou total) do castigo temporal que alguém permanece devedor por conta dos seus pecados, de cuja culpa tenha se livrado pela absolvição. Naquele tempo qualquer pessoa poderia comprar uma indulgência, quer para si mesmo, quer para um parente já morto que estivesse no Purgatório. O frade Johann Tetzel fôra recrutado para viajar através dos territórios episcopais do arcebispo Alberto de Mogúncia, promovendo e vendendo indulgências com o objetivo de financiar as reformas da Basílica de São Pedro, em Roma.(Wikipédia – www.wikipedia.org.br)
Os dez mandamentos, tão esculpidos e pregados, são negligenciados escandalosamente. Destaquemos, no entanto, a infração do decálogo somente quanto à idolatria:“Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra.”(Êxodo 20:4)Porque os costumes dos povos são inúteis; corta-se uma árvore da floresta, um artesão a modela com seu formão, com prata e ouro o enfeitam, com pregos e martelos o fixam para que não oscile.Os ídolos são como um espantalho em pepinal e não podem falar; necessitam de quem os leve, porquanto não podem andar (procissão). Não tenhais receio deles, pois não podem fazer mal, e não está neles o fazer o bem. (Jeremias 10:3-5)Apesar de estarem impressas na própria Bíblia Católica todas estas admoestações, continua a igreja na sua prática, ludibriando os incautos até que esses sejam iluminados de alguma forma e comecem a questionar a doutrina, chegando ao conhecimento da verdade.
Não vou prescindir da verdade que entre os evangélicos também estão entranhados mercenários da fé, mercadejando o evangelho de Cristo por avareza e cobiça, os quais não são difíceis de ser percebidos nos seus intuitos de tosquiarem as ovelhas, de preferência as que produzam fina lã. No entanto, o justo juízo para eles não tarda.Nossa alma sedenta da remissão para todos os povos sofre contemplando ao redor os embustes em nome da fé em Jesus por pura voluptuosidade. Não podemos deter o mal, mas podemos levar o bem a quem tem sede e fome de justiça. Juntemo-nos nesta batalha. Pra. Guiomar Barba.
Postado por Pastora Guiomar às 12:23

Segunda-feira, 14 de Abril de 2008

NOVO CÉU E NOVA TERRA



“Quando o filho do homem voltar, por ventura achará fé na terra?” (Lucas 18:8).
O pecado tem se avolumado neste mundo de forma espantosa, gerando toda sorte de malignidade para os habitantes deste mundo tenebroso.
Apesar da luta constante e exaustiva de muitos segmentos da sociedade por um mundo melhor, quer sejam ambientalistas, nutricionistas, educadores, políticos, religiosos, o caos se instalou, se entronizou e oferece resistência invencível a todos os guerreiros da paz, da igualdade social, em suma, dos que labutam por uma vida digna para todos.

No entanto, não podemos nos esquecer que a prioridade é redimir a nossa alma de todas as mazelas que nos afastam de Deus, através da sua misericórdia.
“Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós: é dom de Deus; não de obras para que ninguém se glorie.” Efésios 2:8,9.

Com esta consciência, o combate tem que começar dentro de cada um de nós, e depois com o próximo, entendendo que nem todos os homens estão dispostos a reavaliar sua escala de valores, reformulando-a conforme padrões éticos e morais dignos. Muitos se contentam em desfilar com uma roupagem externa que impressione aos olhares mais interessados em coisas perecíveis, como se não fossem ter que comparecer ao tribunal de justiça no dia do Grande Juízo Final.

Se nos detivermos observando a degradação que graça dia a dia no mundo, minaremos todas as nossas forças e seremos inúteis para assistir tantos quantos queiram se salvar e viver a liberdade. Não ignoremos que muitos já se perderam no caminho em meio à peleja e foram também contaminados, por deter-se escutando justificativas dos que se obstinam pelo mal.
“E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor se esfriará de quase todos.”
Mateus 24:12.
Exauramos todas as nossas forças, deixemos escorrer a última gota de sangue, mas não permitamos que a nossa fé se extinga. Lembrando-nos sempre: “Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo”. Mateus 24:14.

Temos uma galeria de testemunhas para imitarmos a fé:
Pedro foi crucificado de cabeça para baixo, Tiago foi cortado ao meio pelo fio de uma espada, João Batista foi decapitado, Daniel foi para cova dos leões, Sadraque, Mesaque e Abdenego, foram para a fornalha de fogo ardente, Jeremias para um calabouço, Estevão foi apedrejado até a morte, e quantos outros poderíamos relacionar que escolheram vitupérios, serem errantes, irem para a fogueira, serem despedaçados por leões a negarem O autor e consumador da sua fé? Foram inúmeros os mártires.

“Pão partido com Ele sejamos, em vinho vertido nos transformemos, mas saciemos a fome e a sede deste mundo de densas trevas.” Enquanto aguardamos o “Novo Céu e a Nova Terá”, onde só há luz. Pra. Guiomar Barba.

Domingo, 13 de Abril de 2008

A AMAZÔNIA É NOSSA



Discurso do Ex - Ministro Brasileiro de Educação nos EUA!
Este discurso merece ser lido, afinal não é todos os dias que um Brasileiro dá um "baile" educadíssimo aos Americanos. Durante um debate numa universidade nos Estados Unidos, o ex-governador do DF, o ex-Ministro da Educação CRISTOVAM BUARQUE, foi questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia. O jovem americano introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um Humanista e não de um Brasileiro.
Esta foi à resposta do Senhor Cristóvam Buarque: "De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia.
Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso". Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a humanidade. Se a Amazônia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro...O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu preço. Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveriam ser internacionalizado. Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país. Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação. Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo.
O Louvre não deve pertencer apenas à França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano.
Não se pode deixar esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural Amazônico, seja manipulado e destruído pelo gosto de um proprietário ou de um país. Não faz muito, um milionário japonês, decidiu enterrar com ele, um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado. Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhattan deveria pertencer a toda a humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua história do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro. Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil. Nos seus debates, os atuais candidatos à presidência dos EUA têm defendido a idéia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do Mundo tenha possibilidade de COMER e de ir à escola. Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro. Ainda mais do que merece a Amazônia. Quando os dirigentes tratarem as crianças pobres do mundo como um patrimônio da Humanidade, eles não deixarão que elas trabalhem quando deveriam estudar, que morram quando deveriam viver. Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia seja nossa. Só nossa!" (Falou e disse. Só não entendemos porque este cidadão não fez nada em prol da educação, quando Ministro de Educação. Há quem ache que este discurso é puro farisaismo capitalista.)
"Eis que esta foi a iniquidade de Sodoma, tua irmã: soberba, fartura de pão e próspera tranquilidade teve ela e suas filhas; mas nunca amparou o pobre e o necessitado.
Foram arrogantes e fizeram abominação diante de mim; pelo que, em vendo isto, as removi dali.
Ezequiel 16:49,50.
O Deus que puniu Sodoma não dorme, está atento aos passos do homem. "Tens feito estas coisas, e eu me calei, pensavas que eu era teu igual; mas eu te arguirei e porei tudo à tua vista." Salmo 50:21.
Os EUA , China, ou qualquer outra nação não são potências eternas. Pra. guiomar Barba.

Quinta-feira, 10 de Abril de 2008

ALMA CANSADA




(Salmo 42 - supostamente cantado pelos coraítas)

Por que estás abatida, ó minha alma?
Por que te perturbas dentro de mim?
Espera em Deus, pois ainda o louvarei, a Ele, meu auxílio e Deus meu. Salmo 42:5.

Davi era um homem de intensa comunhão com Deus. Tinha o coração cheio de gratidão e louvor, foi escolhido por Deus para ser rei de Israel no lugar de Saul, porque era um homem segundo o Seu coração. No entanto, aprouve também a Deus amoldá-lo através do seu crisol, de onde nenhum metal sai deixando seu fundidor enganado. Por isso, O Eterno podia dizer a respeito dele:
“Achei Davi, filho de Jessé, homem segundo o Meu coração, que fará toda a minha vontade.” Atos 13:22

Quando Davi escreveu este salmo parecia estar em uma tremenda escassez da presença de Deus. Ele começa o salmo dizendo: “Como suspira a corça pelas correntes das águas, assim, por Ti, ó Deus, suspira a minha alma. A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando irei e me verei perante a face de Deus?”

A agonia na sua alma era tão profunda que ele desejava partir para estar para sempre longe dos tormentos que lhe traziam lágrimas abundantes de dia e de noite, substituindo-lhe o alimento. O apetite perecera, já não havia voz de júbilo, sua harpa calara-se dentro do seu peito, as lembranças dos dias passados de danças, festas e alegrias se lhe faziam derramar a alma dentro de si mesmo, sufocando-o em uma dor ímpar.

Como se fora pouca a dor, os inimigos lhe perguntavam em tom de zombaria: “O teu Deus, onde está?” Como resposta às suas próprias dúvidas, ele se auto-consolava: “Por que estás abatida, ó minha alma? Espera em Deus, ainda vamos louvá-Lo”, para logo em seguida, em um conflito desesperante, reconhecer a verdade que queimava: Sinto abatida dentro de mim a minha alma.
E a esperança ele a tinha embaçada, com uma triste realidade diante dos seus olhos: um abismo chama outro abismo. Davi tinha a consciência de que estava ameaçado por outras desditas.
“Ao fragor das tuas catadupas; todas as tuas ondas e vagas passaram sobre mim. Um turbilhão provocando outro, além do estrondoso barulho semelhante aos das cataratas”.

É necessário conhecer o estrondoso barulho de uma catarata para compreender as vozes que volteavam a cabeça de Davi e ainda lhe fazia mergulhar nelas como se fossem ondas e vagas, tirando-lhe completamente o sossego.

“Mas o ourives estava atento e sabia até quantos graus se pode submeter o metal.”
“Contudo, O Senhor, durante o dia, me concede a Sua misericórdia, e à noite comigo está o Seu cântico.”
E ele sabia tirar proveito desta presença balsâmica, agarrava-se a ela confrontando-a em agonia: “Por que Te olvidastes de mim? Por que hei de andar eu lamentando sob a opressão dos meus inimigos? Esmigalham-se-me os ossos, quando os meus adversários me insultam dizendo e dizendo: O teu Deus onde está?”.

Não seria maior a dor de Davi perceber que seus inimigos duvidavam da fidelidade do seu melhor amigo? Talvez todos os seus infortúnios lhe pareciam coisa de somenos importância diante da insolência dos seus inimigos pondo em cheque a lealdade do Seu Deus, seu melhor Amigo.

Passar pelo cadinho de Deus era natural, todos os grandes homens de Deus foram forjados em fornalhas para proficiência na tarefa que lhes fosse designada, mas ver os inimigos duvidarem da honestidade de Deus era estilhaçar não só o coração, como até mesmo os ossos de Davi.

Pela convicção de que Deus trabalha em nós para a eternidade é que podemos dizer: Porque estás abatida, ó minha alma?
Por que te perturbas dentro de mim?
Espera em Deus, pois ainda o louvaremos, a Ele nosso auxílio e Deus nosso.
Se seremos famosos para Deus aqui, não é o mais importante.

“Aquele, pois, que violar um destes mandamentos, posto que dos menores, e assim ensinar aos homens, será considerado mínimo no reino dos céus, aquele, porém, que os observar e ensinar, esse será considerado grande no reino dos céus.” Mateus 5:19.

“Em verdade vos digo: entre os nascidos de mulher, ninguém apareceu maior do que João Batista; mas o menor no reino dos céus é maior do que ele.” Mateus 11: 11.

A questão não é o que você fez na terra, e sim: Você obedeceu? Vivenciou?
"Eis que o obedecer é melhor que o sacrificar." 1ª Samuel 15:22.
Por que estás abatida, ó minha alma? Pra. Guiomar Barba.

Terça-feira, 8 de Abril de 2008

CONFIANDO EM DEUS



Daniel era um estadista, no entanto, era um homem que temia a Deus com todo seu coração. Era invejado pela posição de destaque que ocupava no reino de Dario, sendo ele judeu exilado.
Forjaram então os outros políticos um plano maligno contra Daniel, dentro da lei do seu Deus, já que ele era intocável como um dos governadores das províncias.
Todos os presidentes do reino, os prefeitos e sátrapas, conselheiros e governadores, concordaram em que o rei estabelecesse um decreto e fizesse firme o interdito que todo homem que, num espaço de trinta dias, fizesse petição a qualquer deus ou a qualquer homem que não fosse o rei, fosse lançado na cova dos leões. Pediram então ao rei que sancionasse esse decreto de acordo com a lei dos medos e dos persas, que não podia ser revogada, atando assim o rei traiçoeiramente.
Daniel, no entanto, indiferente à lei, fez o que costumava todos os dias: entrou no seu quarto e com as janelas abertas se punha de joelhos três vezes ao dia e orava e dava graças ao Deus a quem servia.
Foi assim flagrado pelos seus inimigos, que imediatamente o foram denunciar ao rei, exigindo a pena por eles decretada.
O rei, porém, muito se penalizou e determinou consigo lutar para salvar Daniel das mãos daqueles implacáveis invejosos, mas sem êxito.
No entanto, a confiança de Daniel não estava depositada no rei Dario, Ele conhecia O Deus em quem depositava a sua confiança e estava disposto a dar a sua própria vida em fidelidade a Ele se esta fosse a Sua vontade.
“Então, o rei ordenou que trouxessem a Daniel e o lançassem na cova dos leões. Disse o rei a Daniel: O teu Deus, a quem tu continuamente serves, que Ele te livre.”
O rei, aflito, passou a noite em jejum e sem dormir, sem permitir instrumentos de música, ansiando pelo amanhecer, e logo ao alvorecer levantou-se e com pressa foi à cova dos leões e com voz triste chamou Daniel, dizendo: “Dar-se-ia o caso que o teu Deus, a quem tu continuamente serves, tenha podido livrar-te dos leões?”
Então Daniel falou ao rei: “Ó rei, vive eternamente!”

“O meu Deus enviou o seu anjo e fechou a boca aos leões, para que me não fizessem dano, porque foi achada em mim inocência diante dEle; também contra ti, ó rei, não cometi delito algum.”(Daniel 6:20 a 22)

Assim, o feitiço virou contra os feiticeiros. Todos os seus inimigos serviram de farta refeição para aqueles leões famintos, que os devoraram; por certo, os animais estavam também irados diante da impotência em tragar Daniel.

É incrível como estas histórias sagradas nos impressionam, admiramos a confiança que esses homens tinham em Deus e como O serviam com fidelidade, embora outros as vejam como simples mitologia. No entanto, hoje muitos dos que acreditam são incapazes de crer que Deus foi ontem é hoje e será eternamente. Que o Seu poder não mudou.

Trazendo a memória o seqüestro da Patrícia Abravanel, filha de Sílvio Santos, lembramos quantas críticas foram feitas pelo seu testemunho de fé.

Patrícia Abravanel deu entrevista coletiva ainda na tarde de terça-feira. Em todo o momento, creditou sua libertação a Deus.
Patrícia disse que durante os sete dias que permaneceu seqüestrada não foi agredida, se alimentou bem e era sempre chamada de “princesa” pelos bandidos, com quem ela jogou cartas e leu trechos bíblicos. “Eu evangelizei aquele pessoal e falei que o meu Deus era grande”, afirmou ela. (Fonte: www.jornalhoje.com.br).

Vejamos um dos comentários de céticos que, apesar de dizerem crer em Deus, negam Sua eficácia na proteção ou qualquer sorte de intervenção para abençoar aqueles que crêem no Seu poder e atuação.

A entrevista da filha do apresentador logo após o resgate, elogiando a conduta do bando, é tida como um desastre. Suspeita-se que a jovem tenha sido vítima da síndrome de Estocolmo, que se manifesta na afeição do refém pelo algoz. (Fonte: Revista Época)

Enquanto a Patrícia reconheceu que a conduta dos bandidos foi controlada pelo poder de Deus a favor dela, o comentarista interpreta a sua percepção conforme a sua incredulidade, outros atribuem à garota uma suposta “síndrome de Estocolmo”.

É doloroso vivermos em um universo onde dia a dia percebemos o quanto a Bíblia tem se cumprido literalmente, até mesmo a ciência tem confirmado fatos históricos sagrados através de pesquisas e escavações. Vemos o universo despencando, mas o homem continua incrédulo quanto às verdade fundamentais descritas na Bíblia Sagrada, embora muitos desses acreditem com tanta facilidade em atuações espirituais através de bruxarias, feitiçarias, e tantas superstições.
Sabemos que a maior dificuldade do homem em aceitar a bíblia como sua regra de fé e prática são os mandamentos, a sã doutrina, regras morais que coíbem as tendências pecaminosas da natureza caída.
Não sabendo, no entanto, que por falta de experenciar uma comunhão profunda com Deus é que não têm entendimento de quanto é infinitamente melhor renunciar o pecado e andar com Deus.
Em Deus podemos confiar absolutamente. Pra. Guiomar Barba.

Domingo, 6 de Abril de 2008

SOB GUARDA CONTRA DEMÔNIOS

“Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos?” 1ª Coríntios 6:19.
Se andamos no Espírito, temos a consciência de que: “todo aquele que é nascido de Deus não vive em pecado; mas o que de Deus é gerado, conserva-se a si mesmo, e o maligno não lhe toca. 1ª João 5:18.

Claro que esta palavra é dirigida àqueles que aceitaram a purificação dos seus pecados através da confissão, sendo não somente reconciliados com Deus através da morte vicária de Jesus, como também assumido o senhorio de Cristo, tornando-se, portanto, tabernáculo do Espírito Santo, ficando assim sob a proteção absoluta de Deus: “Tu me cercas por trás e por diante e sobre mim pões a mão.” Salmo 139

Portanto não tememos maldições, feitiçarias, bruxarias, mal olhado, agouros, invejas, pragas, peste que se propaga nas trevas, nem mortandade que assola ao meio dia, ou qualquer malignidade, porque estamos sob a poderosa proteção do Altíssimo.

Entendamos que não seria uma bíblia aberta no salmo noventa e um, uma cruz, uma figa pendurada no pescoço, ou qualquer amuleto que nos protegeria das maldades deste mundo tenebroso, mas somente o “esconderijo do Altíssimo”.

“A maldição sem causa, não se cumpre” (Provérbios 26:2). No entanto, se estamos em desobediência aos mandamentos sagrados, estamos expostos não só a elas, mas a qualquer malignidade dos principados e potestades das trevas. “Sabemos que punições são aplicadas somente a quem as viola.”

Quando Deus estava conduzindo Israel para a terra prometida, conscientizou-os de que a escolha deles em vivenciar ou não as determinações anunciadas por Moisés a eles definiria sob que condições viveriam.
Eis que, hoje, Eu ponho diante de vós a benção e a maldição:
A benção, quando cumprirdes os mandamentos do Senhor, vosso Deus, que hoje vos ordeno; a maldição, se não cumprirdes os mandamentos do Senhor, vosso Deus, mas vos desviardes do caminho que hoje vos ordeno, para seguirdes outros deuses que não conhecestes. Deuteronômio 11:26-28.

A maldição não partiria do Senhor, mas seria questão de causa e efeito.
Se eu saio da proteção do Altíssimo por negligenciar os mandamentos, consequentemente vou sofrer como a ovelhinha que deixou o aprisco com toda sua fragilidade e saiu a vaguear, colhendo para si feridas e dores.

Nossa responsabilidade se torna gigantesca quando temos uma criaturazinha que se desenvolve em nossa madre, no dever de nos cuidar física e emocionalmente, não só para nosso bem, mas para que ela venha à luz saudável física, espiritual e emocionalmente.
Como pais, após trazê-la ao mundo, nos é também atribuído o papel de incutir nela a escolha de uma escala de valores que vai orientá-la pelos caminhos sinuosos desta vida e protegê-la como escudo do mundo espiritual da maldade.
Para sermos salvaguardas, é necessário que estejamos preservados pela obediência ao senhorio de Cristo e termos discernimento quando algum espírito maligno está como um lobo buscando tragar nosso rebento, para recorrermos à sabedoria de Deus e resistirmos a toda investida de maus espíritos contra ele.

Nossas experiências a este respeito foram várias, e em todas Deus nos deu vitórias, adestrando-nos para a batalha. Nossos dois filhos foram vítimas de perturbações malignas. Graças a Deus, em nenhum momento cogitamos em buscar psicólogos, que iriam apenas entorpecê-los com remédios, sem êxito.
Fomos ao homem da cruz, onde reside a libertação, e tanto eles como nós fomos fortalecidos na nossa fé e confiança absoluta no nosso Deus que agiu gloriosamente.

Muitas vezes dói meu coração pensando em quantas pessoas vítimas de espíritos que oprimem com visões, vozes, compulsões de um modo geral, mania de perseguição e tantas outras enfermidades emocionais e até psíquicas e a outras com possessões, são levados às clínicas de doentes mentais, passando seus dias sob o efeito de entorpecentes que inibem a personalidade, quando só Jesus poderia libertar totalmente essas pobres criaturas do domínio demoníaco.

É terrivelmente doloroso ouvir neste vídeo: http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM711871-7823-VEJA+MAIS+UM+CASO+DE+EXORCISMO,00.html , o embuste de um demônio aparecendo a Anneliese Michel, jovem alemã que vinha sofrendo com as torturas de demônios, travestido da mãe de Jesus, dizendo-lhe para escolher entre a morte e o sofrimento, que, segundo o impostor, optando pelo sofrimento, ela mostraria a muitos que o reino dos espíritos é real.
Meu Deus, lendo a bíblia católica ou protestante, de Gêneses a apocalipse, nada respaldaria essa diabólica mentira que ludibria a tantos que ignoram o conteúdo das Escrituras Sagradas.
Jesus, na cruz do calvário, pagou todo o preço pelos nossos pecados, resgatando-nos assim das mãos de satanás. Nenhum apóstolo, profeta ou sacerdote, servo do Deus vivo, foi jamais habitado por demônios para provar que eles são reais ou para purgar seus pecados ou amoldá-los ao caráter de Deus.
Como podemos crer que no mesmo corpo convivam o Espírito Santo de Deus e demônios? Isso é blasfêmia. Deus nos chamou para a liberdade.
Vejamos o apóstolo Pedro, a quem Jesus deu autoridade sobre a igreja de Cristo, ele era tremendamente usado por Deus: ressuscitou mortos, curou enfermos e tinha poder sobre os demônios, eles se lhe submetiam e jamais o possuíram. Afinal a promessa de Jesus foi:
“Eis aí vos dei autoridade para pisardes serpentes e escorpiões e sobre todo o poder do inimigo, e nada, absolutamente, vos causará dano.” Lucas 10:19.

“Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do Seu amor, no qual temos a redenção, a remissão do filho do Seu amor,” Colossenses 1:13,14.

Nunca podemos julgar ou determinar a causa que levou alguém a estar opresso ou possesso, a não ser pelo discernimento do Espírito Santo.
Existem pessoas com muita sensibilidade ao mundo espiritual, e elas precisam ser direcionadas pelo caminho que é Jesus, ser habitadas pelo Espírito Santo, ou estarão a mercê de espíritos malignos, sejam elas crianças ou adultas. Portanto, os pais, como autoridade constituída por Deus para educar e conduzir seus filhos em linhas retas, são absolutamente responsáveis por eles quando esses ainda não têm maturidade para trilharem pela vereda correta.

A tarefa é difícil, mas temos um Mestre que não nos deixa a sós quando recorremos a Ele, que conhece perfeitamente a mente e o futuro de cada um de nós. Em Cristo somos mais que vencedores. Pra. Guiomar Barba.

Quinta-feira, 3 de Abril de 2008

DESIGNÃOS DE DEUS



“São muitas, Senhor, Deus meu, as maravilhas que tens operado e também os Teus desígnios para conosco; ninguém há que se possa igualar Contigo. Eu quisera anunciá-los e deles falar, mas são mais do que se pode contar.” Salmo 40:5.

Desde Adão e Eva, Deus tem se empenhado em restaurar o homem à Sua imagem, conforme a Sua semelhança, com advertências, leis, castigos, como um pai amoroso disciplinando seus filhos, e finalmente com a eterna e maravilhosa aliança em Cristo Jesus.
Ficando claro que o maior desígnio de Deus para nós, Seus filhos, aqui na terra é que vivamos uma vida tranqüila e feliz, enquanto aguardamos a volta de Jesus para levar-nos para as moradas eternas que Ele foi preparar para aqueles que O Aceitarem como salvador e Senhor de suas vidas.

“Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz O Senhor; pensamentos de paz e não de mal, para vos dar o fim que desejas.
Então Me invocareis, passareis a orar a Mim, e eu vos ouvirei.
Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo vosso coração. Jeremias 29:11-13.

Sinto, portanto, uma tristeza imensa quando vejo alguém atribuir a Deus os infortúnios que, por alguma inconseqüência sua, ou por outra causa qualquer que seja, desfecharam-se sobre si.

Em um fatídico dia, chegando a uma rua, vi um homenzarrão de joelhos no meio dela, rasgando sua camisa e alçando os braços para cima enquanto urrava: Deeeeeeeus, Por quê? Por quê? Porquêêêê????
Todos os moradores estavam nas calçadas em agrupamentos. Entrando em uma casa conhecida, lá estava outra senhora acusando alguém que só ela podia ver dizendo: você sabia, você nunca prestou...
Uma terrível fatalidade, das piores que tenho lembranças; aquele senhor era irmão da visionária senhora, ambos tinham perdido seus filhos afogados quando a maré subiu, além de uma outra parenta haver perdido também o seu. Dele se foram seus dois únicos filhos, e da irmã, também seu único filho.

Seríamos criaturas nas mãos de um Deus tão cruel, tão monstruoso? Capaz de induzir aquelas crianças a irem brincar em um lugar tão inseguro, sendo elas tão pequenas ainda, com o propósito de matá-las e deixá-las ainda a mercê das piranhas?
Seríamos fantoches para diversão de um déspota criador do universo?
Lúcifer com certeza não tem domínio absoluto nem mesmo sobre os satanistas que, equivocados, elegeram seu senhorio, porque após lhes ser revelada a verdade, sairão do seu jugo. Graças a Deus por isto, do contrário, realmente o mundo já teria sido destruído por desígnios macabros.

Ouvi esta semana em um depoimento, uma senhora em verdadeira agonia falando sobre seu filho de quinze anos que fora seqüestrado por traficantes no intuito de forçar o irmão dele, bandido, a pagar uma dívida, resultando no assassinato do adolescente de uma forma monstruosamente fria.
Na sua dor, aquela senhora, contorcendo-se, dizia: “Se Deus tem um desígnio para mim... é melhor Ele descer aqui e me dizer qual é! Porque não o estou vendo!” Ai, quanta dor espremia aquele coração de mãe!

Mas Deus não põe nem tira das mãos de ninguém alguma arma mortal, seja ela de qual for a espécie. O homem tem livre arbítrio e sabe perfeitamente o que é correto ou errado, e pode perfeitamente optar por fazer o bem ou o mal; portanto, mais cedo ou mais tarde, seja qual for o fruto de suas mãos, ele colherá.

Jamais atribuirei o assassinato de um irmão meu, pai de quatro crianças, dentro do quartel de bombeiros em Santo André-SP, que foi concluído como suicídio, e o assassinato da minha única irmã pelo namorado, que também por embuste, foi atribuído a suicídio como desígnio de Deus, mas sim como vítimas fatais de monstros humanos dominados por espíritos malignos por opção, e de uma certa forma por imprudência dos meus irmãos em ambos os casos. Não vou registrá-los aqui, são feridas que sempre hão de sangrar, é melhor não mexer.

Os desígnios de Deus para nossa vida são eternos; por isso: Ele amou o mundo de tal maneira que deu Seu Filho Unigênito para que todo aquele que nEle crer, não pereça, mas tenha a vida eterna. João 3:16.

Não podemos tampouco culpar a ninguém por nossas escolhas ou suas conseqüências.

Se queremos viver os desígnios de Deus nas nossas vidas, temos somente um caminho a seguir: “Eu Sou O caminho, e a verdade e a vida, ninguém vem Ao Pai a não ser por Mim.” JESUS. João 14:6.
Pra. Guiomar Barba.

Quarta-feira, 2 de Abril de 2008

O QUE ESTAMOS JOGANDO, FRESCOBOL OU TÊNIS? TÊNIS X FESCOBOL (de Rubem Alves)



Não poderíamos deixar de agradecer a Deus, hoje, pelos nossos vinte anos de casados jogando frescobol. Sim, a Deus a glória e a honra, porque foi Ele que nos ensinou quando decidimos casar: "Pois quem quer amar a vida e ver dias felizes refreie a língua do mal e evite que os seus lábios falem dolosamente; aparte-se do mal, pratique o que é bom, BUSQUE A PAZ E EMPENHE-SE POR ALCANÇÃ-LA." 1ª Pedro 3:10, 11. Vivenciando esta palavra temos convivido perfeitamente felizes. UNIDOS PARA SEMPRE . DAVID & GUIOMAR.

Depois de muito meditar sobre o assunto concluí que os casamentos são de dois tipos: há os casamentos do tipo tênis e há os casamentos do tipo frescobol. Os casamentos do tipo tênis são uma fonte de raiva e ressentimentos e terminam sempre mal.
Os casamentos do tipo frescobol são uma fonte de alegria e têm a chance de ter vida longa. Explico-me. Para começar, uma afirmação de Nietzsche, com a qual concordo inteiramente. Dizia ele:
Ao pensar sobre a possibilidade do casamento cada um deveria se fazer a seguinte pergunta: 'Você crê que seria capaz de conversar com prazer com esta pessoa até a sua velhice?'. Tudo o mais no casamento é transitório, mas as relações que desafiam o tempo são aquelas construídas sobre a artede conversar. Xerazade sabia disso. Sabia que os casamentos baseados nos prazeres da cama são sempre decapitados pela manhã, terminam em separação, pois os prazeres do sexo se esgotam rapidamente, terminam na morte, como no filme O império dos sentidos.
Por isso, quando o sexo já estava morto na cama, e o amor não mais se podia dizer através dele, ela o ressuscitava pela magia da palavra: começava uma longa conversa, conversa sem fim, que deveria durar mil e uma noites. O sultão se calava e escutava as suas palavras como se fossem música. A música dos sons ou da palavra - é a sexualidade sob a formada eternidade: é o amor que ressuscita sempre, depois de morrer. Há os carinhos que se fazem com o corpo e há os carinhos que se fazem com as palavras.
E contrariamente ao que pensam os amantes inexperientes, fazer carinho com as palavras não é ficar repetindo o tempo todo: 'Eu te amo, eu te amo...'Barthes advertia: 'Passada a primeira confissão, 'eu te amo' não quer dizer mais nada'. É na conversa que o nosso verdadeiro corpo se mostra, não em sua nudez anatômica, mas em sua nudez poética. Recordo a sabedoria de Adélia Prado: 'Erótica é a alma'.O tênis é um jogo feroz. O seu objetivo é derrotar o adversário. E a sua derrota se revela no seu erro: o outro foi incapaz de devolver a bola.
Joga-se tênis para fazer o outro errar. O bom jogador é aquele que tem a exata noção do ponto fraco do seu adversário, e é justamente para aí que ele vai dirigir a sua cortada - palavra muito sugestiva, que indica o seu objetivo sádico, que é o de cortar, interromper, derrotar. O prazer do tênis se encontra, portanto, justamente no momento em que o jogo não pode mais continuar porque o adversário foi colocado fora de jogo. Termina sempre com a alegria de um e a tristeza de outro.
O frescobol se parece muito com o tênis: dois jogadores, duas raquetes e uma bola. Só que, para o jogo ser bom, é preciso que nenhum dos dois perca. Se a bola veio meio torta, a gente sabe que não foi de propósito e faz o maior esforço do mundo para devolvê-la gostosa, no lugar certo, para que o outro possa pegá-la. Não existe adversário porque não há ninguém a ser derrotado.
Aqui ou os dois ganham ou ninguém ganha. E ninguém fica feliz quando o outro erra - pois o que se deseja é que ninguém erre. O erro de um, no frescobol, é como ejaculação precoce: um acidente lamentável que não deveria ter acontecido, pois o gostoso mesmo é aquele ir e vir, ir e vir, ir e vir...E o que errou pede desculpas; e o que provocou o erro se sente culpado.Mas não tem importância: começa-se de novo este delicioso jogo em que ninguém marca pontos...
A bola: são as nossas fantasias, irrealidades, sonhos sob a forma de palavras. Conversar é ficar batendo sonho pra lá, sonho pra cá...Mas há casais que jogam com os sonhos como se jogassem tênis. Ficam à espera do momento certo para a cortada. Camus anotava no seu diário pequenos fragmentos para os livros que pretendia escrever. Um deles, que se encontra nos Primeiros cadernos, é sobre este jogo de tênis: Cena: o marido, a mulher, a galeria. O primeiro tem valor e gosta de brilhar.
A segunda guarda silêncio, mas, com pequenas frases secas, destrói todos os propósitos do caro esposo.
Desta forma marca constantemente a sua superioridade. O outro domina-se, mas sofre uma humilhação e é assim que nasce o ódio.

Exemplo: com um sorriso: 'Não se faça mais estúpido do que é, meu amigo'. A galeria torce e sorri pouco à vontade. Ele cora, aproxima-se dela, beija-lhe a mão suspirando: 'Tens razão, minha querida'. Asituação está salva e o ódio vai aumentando. Tênis é assim: recebe-se o sonho do outro para destruí-lo, arrebentá-lo, como bolha de sabão... O que se busca é ter razão e o que se ganha é o distanciamento. Aqui, quem ganha sempre perde.
Já no frescobol é diferente: o sonho do outro é um brinquedo que deve ser preservado, pois se sabe que, se é sonho, é coisa delicada, do coração.
O bom ouvinte é aquele que, ao falar, abre espaços para que as bolhas de sabão do outro voem livres. Bola vai, bola vem - cresce o amor... Ninguém ganha para que os dois ganhem. E se deseja então que o outro viva sempre,eternamente, para que o jogo nunca tenha fim...

Segunda-feira, 31 de Março de 2008

1º DE ABRIL




Há muitos anos, tentei favorecer uma pessoa que estava em perigo de um envolvimento ilegal. Pensando em ajudá-la, menti, negando os fatos para a pessoa que ela teria prejudicado se houvesse caído na tentação.
Enquanto esperava o resultado positivo da nossa tentativa de dissimulação cheguei a desmaiar de tão tensa e ansiosa que estava.
. Eu estava esperando nosso primeiro filho. Na gestação, seguramente a mulher fica muito mais sensível e, conseqüentemente, mais vulnerável.
Como diz o velho ditado: mentira tem perna curta. Quando voltava para casa, estava na minha porta me esperando a pessoa a quem enganei. Tremi nas bases; assim que entrei e sentei ao seu lado no carro, ouvi o que ficou impresso no meu coração até hoje: “eu não sabia que cristão também mentia.”
Não esperei ouvir mais, tentei justificar a minha mentira, mas nunca vou esquecer a expressão de desapontamento estampada naquele rosto que eu amava tanto e que me tinha como ilibada.
Realmente, a minha dor foi muito grande e a lição inesquecível.

“Não mintais uns aos outros, uma vez que vos despistes do velho homem com os seus feitos e vos revestistes do novo homem que se refaz para o pleno conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou.” Colossenses 3:9,10.

Eu nunca tive muitos problemas com a mentira, salvo quando era jovem para burlar meus pais quando queria me divertir. Além de tudo, eu conhecia perfeitamente que a palavra de Deus nos ensina contra toda classe de mentira. Deus está sempre se empenhando em nos poupar dos dissabores que o pecado nos reserva.

Jesus foi bem categórico quando repreendia alguns judeus:
“Vós sois do diabo, que é vosso pai, e quereis satisfazer-lhes os desejos. Ele foi homicida desde o princípio e jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira.” João 8:44.

Não há espaço para o que se diz: “mentira branca”. Nunca ouvi alguém dizer que não fica magoada quando alguém lhe mente, mesmo pensando em beneficiar. Ouço sempre: qualquer verdade é melhor que a mentira. Cabe então a velha exortação: Não faça com os outros o que não quer que façam com você.

“Por isso, deixando a mentira, fale cada um a verdade com o seu próximo, porque somos membros uns dos outros.” Efésios 5:25.

O primeiro de Abril tem sua origem duvidosa e muitos problemas já foram ocasionados em nome deste dia, o que seria de se imaginar. Infelizmente, ainda existem tantas pessoas divertindo-se com uma prática totalmente reprovável.
Não podemos esquecer o que falou Jesus: a mentira tem como pai o diabo.

“Seja, porém, a tua palavra: Sim, sim, não, não. O que disto passar vem do maligno. Mateus 5:37.

Como fica difícil a convivência com a pessoa que se viciou na mentira! Nunca sabemos quando ela fala a verdade ou quando mente. Tudo que ela diz não é confiável e em dados momentos, quando realmente ela necessita de ajuda, fica comprometida, porque não sabemos mesmo se acreditar.
Como conselheira, tenho me deparado muito com pessoas assim, que chegam a chorar abundantemente contando um problema de que foram vítimas quando na verdade foram a causa.
Quando a verdade é descoberta continuam a chorar em silêncio.
Realmente, é uma enfermidade da alma.
Graças a Deus que para todo pecado há perdão e regeneração para todo espírito que queira luz.
Lutemos por sermos verdadeiros a qualquer preço. Pra. Guiomar Barba.

ONDE ESTÃ O MILAGRE?



Concordo plenamente com esta postagem do Ricardo Gondim e lembremos: Jesus não fazia propaganda, Ele agia e não cobrava. DE GRAÇA RECEBESTES, DE GRAÇA DAI.


Estudo no Programa de Mestrado da Universidade Metodista de São Paulo. Ao lado do edifício Capa, onde temos aula, fica a Clínica de Fisioterapia. A cada instante encostam diferentes veículos com portadores de deficiências motoras - paralisia cerebral, paraplegia e tetraplegia. Quando chegam, não dá para evitá-los. Apesar de alguns se sentirem nitidamente constrangidos, fica patente a nobreza resiliente de mães que carregam crianças no colo; idosos, mesmo arrastando os pés, mantêm sua dignidade. Ainda não me atrevi a entrar na clínica, mas imagino a abnegação de médicos, enfermeiras e fisioterapeutas; vejo até suor pingando e mãos agarrando cavaletes e argolas com sacrifício. Sei que ali dentro a vida segue numa toada diferente.Aquele entra e sai de deficientes deve ter sido responsável por acabar o encanto com as bravatas dos milagreiros, pois já não me maravilho com testemunhos de cura que a televisão e o rádio anunciam em larga escala. Realmente, não me intrigo com declarações de que serão curados "pela fé' todos os doentes que comparecerem 'à vigília da segunda-feira' ou 'à corrente dos 348' ou 'à cruzada pró evangelização do mundo'. A Igreja Presbiteriana de Fortaleza foi meu berço religioso. Em meus primeiros passos, pouco falávamos em cura já que éramos 'tradicionais' - uma versão light, porém fundamentalista, do evangelicalismo. Quando alguém em nossa comunidade ficava doente, repetíamos que o verdadeiro crente não se resigna, mas pede: "Seja feita a tua vontade". Depois que passei por uma experiência pentecostal e falei em línguas (tecnicamente chamada de glossolália), tornei-me um pentecostal de boa cepa. Compareci a muitas conferências sobre cura divina; duas, patrocinadas por Morris Cerullo - Londres e San Diego. Fui evangelista associado da Cruzada Boas Novas, do missionário Bernhard Johnson. Interpretei o Jimmy Swaggart em sua turnê pelo Brasil - Morumbi e Maracanã - Swaggart cria e falava em milagre, embora não fosse propriamente um pregador de cura. Portanto, não sou neófito ou incrédulo no que tange cura divina. Sei todos os versículos, todos os raciocínios, que fundamentam a lógica de buscar-se solução milagrosa para as enfermidades. Ninguém precisa converter-me a esse pacote. Sei citar Isaías 53, Marcos 16, 1Coríntios 12 e tantos outros. Acontece que a dor do mundo me alcançou na calçada da clínica de fisioterapia. Ali se escancarou a angústia de milhões de mães e o meu coração se fechou para as antigas lógicas milagreiras. Mesmo quando me sinto inclinado a acreditar nos pregadores de cura divina, sou lembrado que multidões de meninos e meninas morrerão de HIV/Aids em países como Congo, Ãfrica do Sul, Moçambique e Angola. Quando sou tentado a ser condescendente com os Cerullos, os Benny Hinns e os R. R. Soares da vida, com as suas interpretações literais da Bíblia, lembro-me do mal estar que muitos doentes podem estar sentido como consequência de uma quimioterapia. Quando ouço promessas de milagre a granel, pergunto: - Quem vai ajudar a adolescente que não tem namorado porque nasceu com uma doença genética que lhe desfigurou? Minha questão é: os religiosos deveriam querer lidar com um mundo real, que precisa de milagres grandes, não de panacéias. Um ministro do evangelho não tem o direito de pregar que, "em tese", todos serão curados e depois dar de ombros para os que não receberam a bênção dizendo que faltou fé. O verdadeiro cristão deve buscar intervenções divinas onde o sofrimento se mostrar mais agudo. Eu me disponho a ajudar qualquer evangelista que tenha peito para dar plantão na calçada da Universidade Metodista. Vou buscá-lo e prometo interceder ao seu lado. Sinceramente desejo que os mais seqüelados voltem para casa pulando de alegria. Sei de antemão que ninguém virá. A maioria está interessada em propagandear prodígios com o intuito de prosperar seus empreendimentos religiosos. Caso acreditassem nas interpretações que fazem da Bíblia, se ajoelhariam nos corredores das clínicas de câncer infantil, nas hemodiálises e na infectologia dos grandes hospitais.Precisamos de outras respostas para o sofrimento humano; os pressupostos desses evangélicos, que anunciam cura com tanto estardalhaço, não abarcam a complexidade do sofrimento universal. Proponho que os prodígios do Evangelho sejam outros; que a presença de Deus se revele no serviço, no amor solidário e na compaixão. Que as mãos e os pés de Deus sejam as mãos e os pés dos que não fogem da dor alheia. Não conheço os profissionais que se dedicam naquela clínica de fisioterapia; tenho certeza, porém, que todos encarnam a possibilidade de um milagre. Soli Deo Gloria.

Sábado, 29 de Março de 2008

ORAÇÃO PODEROSA



“E esta é a confiança que temos para com Ele; que, se pedirmos alguma coisa segundo a Sua vontade, Ele nos ouve.” 1ª João 5:14.

Lembro-me de um dia em que uma senhora foi a minha casa pedir-me que orasse por suas finanças, ela necessitava cumprir alguns compromissos e não sabia como o faria. Orei sem gritos, nem pancadas na mesa, simplesmente orei apresentando a Deus o seu problema.
Alguns dias depois ela me contou que havia saído da minha casa pensando: ela não orou com interesse. Mas quando foi ao banco sacar o pouco que tinha, chegando lá, estava a surpresa, alguém havia depositado uma boa quantia para ela sem avisar, suprindo assim, todas as suas necessidades do momento.
De outra feita estávamos em nossa casa quando chegou um membro da nossa igreja chorando muito com o ouvido surdo e supurando, ajoelhou-se quase na porta e pediu que orássemos. Impusemos as mãos sobre a sua cabeça e oramos calmamente, aquela moça foi curada instantaneamente.

Poderíamos relacionar vários casos aqui de curas e soluções de problemas feitos por Deus através da nossa oração, mas também podemos contar com muitos outros sem resposta mesmo solicitados através de fervente oração.

Em Jerusalém havia o tanque Betesda, onde jazia uma multidão de enfermos, cegos, coxos, paralíticos todos esperando que as águas fossem movidas por um anjo, como era costume em certo tempo, porque o primeiro que entrasse após as águas serem agitadas ficaria são da sua enfermidade.
Em meio aquela multidão de doentes estava ali um homem há trinta e oito longuíssimos anos. Jesus então, chegando-se a ele perguntou:
-Queres ser curado?
Na sua humildade, ignorando totalmente quem era aquele curioso que lhe fazia uma pergunta tão absurda ele respondeu: Senhor, não tenho ninguém que me ponha no tanque, quando a água é agitada; pois, enquanto eu vou, desce outro antes de mim.
Então, lhe disse Jesus: Levanta-te, toma o teu leito e anda.
Que diálogo simples, para resultar em uma benção maior que um miserável ganhar o maior prêmio da loteria nos nossos dias, e nem sequer aquele pobre homem sabia que estava diante do Filho do Deus vivo para rogar-lhe a cura como tantos outros já haviam feito.
Quando Deus quer agir, é assim, sem métodos.

Ele tem os seus motivos justos para não atender ou responder quando lhe apraz.
Vejamos quando Jeremias intercede com todos os argumentos possíveis para comover o coração de Deus a favor de Sião. Ele se humilha, reconhece o seu pecado, apela para os sentimentos de amor e honra de Deus fazendo-Lhe uma súplica desesperada: “Não nos rejeites, por amor do Teu nome; não cubras de opróbrio o trono da Tua glória; lembra-te e não anules a Tua aliança conosco.
Não sendo atendido nos seus argumentos ele apela para a soberania de Deus: Acaso, haverá entre os ídolos dos gentios algum que faça chover? Ou podem os céus de si mesmos dar chuvas? Não És Tu somente, Ó Senhor, nosso Deus, o que fazes isto? Portanto, em Ti esperamos, pois Tu fazes todas estas coisas.

Deus não se deixou impressionar pelas súplicas do sacerdote e grande profeta Jeremias que amava tanto aquele povo rebelde e obstinado de coração, antes lhe respondeu: Ainda que Moisés e Samuel se pusessem diante de mim, meu coração não se inclinaria para este povo; lança-os diante de mim, e saiam. Jeremias 14:19-22; 15:1.

Não existe oração poderosa fora da vontade Deus. Temos que entender que nós não seremos atendidos pelo muito jejum, muito prantear, muito pedir, se não estivermos em sintonia com o querer de Deus. Não que Ele seja um Deus caprichoso, ranzinza, mas porque Ele sendo uniciente, onipresente, sabe o que é melhor, e qual o tempo determinado para responder as nossas petições.

Portanto, tenhamos cuidado com as simpatias cristãs, não tentemos forçar Deus arregimentando números de pessoas em oração a nosso favor, lembremos: “Em verdade também vos digo que, se dois dentre vós, sobre a terra, concordarem a respeito de qualquer coisa que, porventura, pedirem, ser-lhes-á concedida por Meu Pai que está nos céus. (Não esqueçamos tem que estar de acordo com a vontade do Pai). Mateus 18:19.

É maravilhoso que o povo de Deus se una em oração clamando uns pelos outros, levando as cargas uns dos outros, como ensina a palavra. Mas sempre com o coração disposto a aceitar a perfeita vontade do Senhor, mesmo que essa contrarie nossos interesses.

Porque assim diz O Senhor Deus, O Santo de Israel: ”Em vos converterdes e em sossegardes, está a vossa salvação; na tranqüilidade e na confiança, a vossa força.” Isaias 30:15. Pra. Guiomar Barba.

Sexta-feira, 28 de Março de 2008

O ATAQUE DE JABOR

GOSTARIA QUE VOCÊ LESSE A MATÉRIA ANTERIOR A ESTA: "PASTORES E MERCENÃRIOS."

"Irmãos, não vos deixeis confundir pelos inimigos da Igreja Universal do Reino de Deus, eles que estão querendo manchar o nome do nosso bondoso bispo deputado João Batista Ramos, só por que ele transportava 10 milhões em dinheiro vivo, em 7 malas. Esse dinheiro tem origem, ele vem do trabalho honesto e suado dos devotos da Igreja Universal, que doam 10% de tudo o que ganham para o bem dos Bispos, para que a Igreja possa abrir ricas sedes em Nova York, em Lisboa".

"Esse dinheiro sagrado serve, para financiar televisões, palácios de mármore, como em Salvador, para exterminar com os Exus da religião dos negros baianos. É muito consolador, Ó Irmãos, saber que nossos bispos podem viver em paz e conforto, como Edir Macedo, Rodrigues, Crivella, tantos outros santos homens, para nos levar para o Reino de Deus. Esse dinheiro sagrado serve também para financiar as campanhas de nossos deputados no Congresso. Eles estão lá, defendendo os interesses da Igreja Universal, ou melhor, os nossos interesses".
"Dai mais dinheiro, dai mais do que 10%, dai tudo o que tiverdes e, se morrerdes de fome, ireis para o Céu, direto, como no jatinho do bispo Edir Macedo. Orai pelo deputado João Batista Ramos, irmãos, ele é um enviado de Jesus. Aleluia, Irmãos!".
Jornalismo com prostituição não dá certoA Record está fula da vida com uma declaração ao Estadão dada pela célebre prostituta brasileira Andréia Schwartz, envolvida no escândalo que culminou com a saída do então governador de Nova York Eliot Spitzer do poder:"Alguns veículos estão me levando a sério, como a Record. O bispo Macedo pagou minha passagem na classe executiva para eu voltar dos Estados Unidos".A beldade deu a primeira entrevista, uma exclusiva para a Record, por telefone, do Aeroporto de Guarulhos.Negativa
Em nota divulgada ontem, a Record nega ter financiado a mocinha:

"A Record esclarece que não foi responsável pelo pagamento da passagem aérea de retorno da brasileira Andréia Schwartz. Nenhum representante, acionistas ou diretores, fez qualquer proposta de pagamento das despesas".Andréia resolveu continuar no ramo da prostituição, desta vez negociando informações e entrevistas com os órgãos de comunicação brasileiros que queiram pagar pelo que ela tem a dizer.

Quarta-feira, 26 de Março de 2008

PASTORES E MERCENÃRIOS

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“... também, movidos por avareza, farão comércio de vós, com palavras fictícias; para eles o juízo lavrado a longo tempo não tarda, e a sua destruição não dorme.” 2ª Pedro 2:3.

Há alguns dias recebemos o vídeo acima de Portugal, onde supostamente Edir Macedo ensina os seus “empregados”, descaradamente, como espoliar as ovelhas, que em busca de um caminho mais fácil para solução dos seus problemas abarrotam seus templos, dando assim prosperidade a essa postura desleal, maligna, que tem denegrido tanto o meio evangélico, não só através desse cidadão, como através de centenas e centenas de outros mercenários que, estimulados pela mesma ganância, mercadejam o evangelho de Cristo.

Entretanto, não há razão para se pôr todos os pastores e missionários no mesmo rol, como não é justo, pela riqueza do vaticano, julgar todos os sacerdotes ou líderes católicos com a pecha de gananciosos.

Sabemos que Jesus, os apóstolos Pedro, Paulo e tantos outros, viviam uma vida de pobreza. O próprio Jesus afirmou: “as raposas têm seus covis, e as aves do céu, ninhos; mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça.” Mateus 8:20.

Não obstante, Paulo, tratando sobre os direitos que lhe conferia o ministério, evoca os ensinamentos de dois grandes líderes: “Assim ordenou também O Senhor (Jesus) aos que pregam o evangelho que vivam do evangelho; (1ª Coríntios 9:14).

Não sabeis vós que os que prestam serviços sagrados, do próprio templo se alimentam? E quem serve ao altar do altar tira o seu sustento? 1ª Coríntios 9:13 (lei de Moisés)

“Nenhum soldado em serviço se envolve em negócios desta vida, porque o seu objetivo é satisfazer àquele que o arregimentou.” (2ª Timóteo 2:4).
Entende-se que se somos vocacionados para o ministério sacerdotal, temos que caminhar nas mesmas pisadas do Sumo Pastor Jesus, e atender às Suas ordens: “procurai as ovelhas perdidas, e, à medida que seguirdes, pregai que está próximo o reino dos céus, curai enfermos, ressuscitai mortos, purificai leprosos, expeli demônios; DE GRAÇA RECEBESTES, DE GRAÇA DAI.”
E acautelai-vos dos homens; porque vos entregarão aos tribunais e vos açoitarão nas suas sinagogas. Mateus 10:6-17.

Não nos parece tão empolgante se observado deste ângulo o ministério sacerdotal para estarmos dispostos a abraçá-lo como o fizeram os apóstolos e tantos profetas dos quais destacamos: Elias, Elizeu, Moisés, Jeremias, e outros mártires.
Todavia, menos empolgante parece aos que realmente são sacerdotes segundo o coração de Deus o status que têm os mercenários da fé.

Tenho orgulho do meu velho pai, pastor evangelista no sertão de Pernambuco, entre a caatinga, correndo de supostas vindas de Lampião, ameaçado pelo padre junto ao delegado, tendo sua casa apedrejada, e um velho e querido padre de um convento próximo, em procissão na nossa rua, imitando o berrar do bode em frente a nossa casa.
Na cidade de Pesquei