ramblings about life and tech...  

Novembro, 12 2004
Sexta-feira

Light that match
Strike a match. Close your eyes. Hold the light high up in the air. Sway back and forth. C'mon, pay a proper tribute. The usability paradigm in Web design is about to end.
And sure, it's hard to let go. After all, we’ve certainly had our fun with Jakob


Só estas linhas fizeram com que continuasse a ler o artigo que o Tiago me passou, The End of Usability Culture. Alguns excertos...

A 2002 Stanford University study on Web credibility, which included a special look at the financial services industry, reveals that consumers place more emphasis on “design look” and “information design” than on “content evaluation.” This is the opposite of what those working in the industry think. Further, the study went on to reveal that “design look” received the most comments from consumers in all categories as a sign of Web credibility—46.1%, almost twice as many mentions as the next category. Visual design is every bit as important as usability, findability, and accessibility. It is perhaps even more critical in swaying the perception of today’s more Web-savvy site visitors.

What were these companies spending their Web development dollars on? Their sites had good architecture, followed standards, and generally worked well. Like so many companies over the past five years, they invested in the more analytical, scientific, quantitative elements of Web design, those that have risen to the fore through usability culture. And the trend came through loud and clear, with one boring, plain, expressionless site after the other. In industry after industry we can see the same thing. The limited degree of innovation, flair or creativity is numbing. And it is a trend that seeps into consumer companies as well as those in more traditional business spaces. Clearly, something has to change.

Traditional design flies in the face of usability culture.
It comes from the gut, it is rooted in heart, and it has the ability to surprise. The great designers of past generations, from Tibor to the Eameses to Paul Rand, were characterized by styles that were more about the essence of their approach than a repeatable process or look. While research, testing and thoughtful analysis were a part of their process, at the end of the day their spirit and soul were just as evident in the finished product as the analytical components. Style and feeling are the very essence of good design.


The usability culture that has pervaded and defined the last few years needs to go. This is not a criticism of those skills or people. In fact, the reason the Web is healthy in so many ways today is thanks to the gains we’ve made during this time. But the pendulum has swung too far in that direction.

Já no outro dia tinha falado no assunto.

Hora 12 Novembro 2004 - 15:11   Comentários1 Comentário(s)   Technorati links   Linking posts

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[image] So... is usability culture to blame?
Obrigado pelo link. Infelizmente para o próprio, Dirk Knemeyer apresenta-se-me como perdido nas suas próprias palavras.

Não consigo enumerar a quantidade de vezes que ora diz que (nós os designers) temos que ser audazes ("Be courageous") para logo a seguir aceitar que os "resultados" da usabilidade são vitais ("Learn from the past").

O curioso é que Knemeyer está certo do início ao fim do artigo. E errado. Simultaneamente. Como assim?

Nos exemplos que dá (print, televisão), Knemeyer enaltece a originalidade do design. Parece esquecer-se que são meios completamente dependentes das mesmas estatísticas que não aprova no meio-web. O que parece "original" e "excitante" nestes meios não passam de conclusões estatísticas sobre o que funciona bem e para quem.

A web é um meio novo, recente, imaturo. Certo, ninguém discorda.

Nenhum de nós assistiu em real-time ao estudo do "meio-televisão" ou "meio-print", mas todos nós estamos a assistir ao mesmo estudo no "meio-web". Porque criticamos este estudo? Porque queremos matar o mensageiro?

Todo o artigo é uma ode aos benefícios da usabilidade. Estranho? Leiam-no, está lá. No entretanto diz-nos que o design deve inovar e ser original.

E as perguntas põem-se: porque considera Knemeyer (e outros) a usabilidade como inibidora de bom design? Porque choram os designers? Porque consideram a usabilidade a má da fita, quando é a própria que os deixa brilhar? Srs. Designers, se não sabem lidar com o meio, ausentem-se por favor.

Os exemplos que dá são no mínimo absurdos. Ficam sub-entendidas uma crítica à posição (habitual) de um logotipo e a sugestão que os utilizadores (sim, são pessoas que usam, são utilizadores) estão mais interessados no design dos sites bancários que no conteúdo dos mesmos.

Voltam as questões: Para onde olhamos quando carrega um site? Para o fundo da página? Ou para o topo? Quando entramos num banco (físico), quedamo-nos maravilhados com o logotipo ou dirigimo-nos ao balcão?

E quando assim é, quantos de nós olhamos "arte" e não a compreendemos? Será que percebemos a mensagem do criativo? Ou temos que olhar para a cábula?

É isto que queremos para os nossos sites?

Designers, muitas vezes com experiência noutros meios mas sem calo nem experiência no "meio-web", caem no facilitismo de procurar culpados para a sua má "performance" na web.

A usabilidade, reconheço, é óptima candidata para bode espiatório. É restritiva, é "fria", estatística. É tudo o que os designers abominam.

Quase no fim Knemeyer esclarece tudo (será que tem consciência de que o fez?): "At the end of the day, the culture that we all inhabit will be a better one—a little more balanced, a lot more fun, and eminently more interesting and successful."

Não é isto que todos procuramos?

Então acendam um fósforo. Fechem os olhos. Acenem a luz no ar. Prestem um digno tributo. The whining is about to end.

por Filipe Miguel Tavares a 19 Novembro 2004 - 20:21


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moiTem 32 anos, é natural de Vila Nova de Famalicão mas mora no Porto desde que veio para a universidade... bem, morou. Agora já casado, está pela Maia. Anda pela internet há já uns 12 anos tendo trabalhado em vários projectos como foram o caso do Mail.pt ou no Sapo. Nos tempos livres vai tendo tempo para fazer umas brincadeiras, entre as quais o ITJobs o Lusocast o Hispanocast ou o Destakes
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@nin escritorios para a baixa ? explica onde iam estacionar os bmws todos ;)
11, Oct - 20:10
@nin percesbeste mal, a cobertura nao é da santa casa da mesiricordia. :) besides, em termos criativos e esteticos ficou melhor que andaimes
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@pedro_mg a camara faz obras. vai tapar o edifico. alguem diz "eu pago parte da obra se a cobertura for minha". hipocrisia ?
11, Oct - 19:10
@nin eu tb :) so nao percebo onde está a "hipocrisia"
11, Oct - 19:10



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